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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Uvas exóticas ou típicas?

Estabelecer um tipo de uva como exótica é difícil, pois ela pode ser de conhecimento de algumas pessoas ou até ter passado pela prova de alguma confraria. Nosso desafio de hoje era trazer três vinhos sob a perspectiva da novidade e o que conseguimos foram três uvas típicas de determinadas regiões, mas pouco conhecidas da maioria dos brasileiros.

Negroamaro, Aglianico e Refosco são três uvas de regiões italianas muito específicas, com pequena importação para o Brasil. É isto que dá o caráter de novidade dos três grandes vinhos que estamos trazendo hoje:


Ronchi San Giuseppe Refosco dal Pedúnculo Rosso – Região: Friuli/Itália. Uva: 100% Refosco. Intenso aroma de amora e framboesa, agradavelmente agressivo quando jovem, mas, ao envelhecer, torna-se delicado.
R$ 48,00

D’Angelo Vigna Caselle Riserva DOC 2001 – Região: Basilicata/Itália. Uvas: 100% Aglianico. Gambero Rosso: Tre Bicchieri “2 anos em tonéis grandes. Cor rubi intenso e brilhante, nariz complexo e profundo com aromas de cereja e marasca, que se fundem com fragrâncias mediterrâneas, alcaçuz e complexos tons minerais. Na boca é quente, envolvente, taninos elegantíssimos, quase austero mas, sobretudo elegante, aveludado, extraordinariamente persistente”. Excepcional harmonia com o passar dos anos, longa guarda: 10 a 15 anos.
R$ 85,00

Apollonio Divoto Riserva DOC 2000 – Região: Puglia/Itália. Uva : 70% Negroamaro, 30% Montepulciano. Amadurecimento de 24 meses em barricas francesas. Robert Parker: “Revela desde o princípio finesse e elegância com frutado de cereja preta doce, madeira (cedro) e características de condimentados. Opulento, textura aveludada no palato, equilíbrio, pureza e persistência.”. Le Guide de l’Espresso: 14,5 pontos; Wine Enthusiast: 95 pts. Gula: “Ótima Compra”. “Aromas exuberantes. Frutado, acompotado, notas de café, chocolate, baunilha. Aveludado na boca, muito agradável, equilibrado e longo”.
R$ 95,00

É isso! Quem ainda não conhece, aí estão dicas para começar a entrar em um mundo de uvas típicas da Itália.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ótimo para festas e eventos


Muitas pessoas que estão organizando festas de aniversário, casamento ou eventos de empresas, nos perguntam indicação de um bom espumante, honesto e com bom preço. Nossa dica, quase sempre, fica sendo o Chatel Nouve Brut. Ele sempre é um sucesso.

Este espumante argentido, produzido na região de Mendoza, é muito interessante. Para começar, ele é 100% Chenin Blanc. Na taça, ele apresenta cor amarelo palha com reflexos esverdeados. É uma bebida alegre, fresca, seca e com notas de amêndoas ao fundo. Muito agradável e elegante.

Sem dúvida, para receber convidados em seu evento, esta é uma ótima indicação!

Chatel Nouve Brut: por apenas R$ 25,00

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Casa do Vinho na Oi FM


Estamos participando de um projeto muito bacana da Oi FM, em Belo Horizonte, que chama Rádio Gourmet. Gravamos uma série de programas, com dicas curtas do mundo do vinho, para os ouvintes da rádio.

O primeiro programa foi ao ar hoje e será reprisado logo mais, às 18h. De sábado a quarta-feira teremos programas inéditos, que valem a pena escutar.

Horários:
Segunda a sexta-feira: 12h30, com reprise às 18h
Sábado e domingo: 12h30, com reprise às 19h

Acessem www.oifm.com.br, entrem em Belo Horizonte e ouçam o programa ao vivo!

O vinho e a libido feminina


Hoje é sexta-feira e o final de semana está começando esta noite. Por isso, embalado pelo clima que começa a tomar conta das pessoas e por uma notícia recente, publicada no G1, estamos hoje trazendo o dueto "informação + diversão".

A notícia em questão é sobre uma pesquisa da Universidade de Florença, com 798 mulheres italianas entre 18 e 50 anos, que afirma que o consumo moderado de vinho tinto pode aumentar a libido sexual feminina. Para ler a notícia na íntegra, é só clicar aqui.

Como o estudo foi realizado na região de Chianti, na Toscana, estamos sugerindo um clássico regional: Mocali I Piaggioni Rosso Toscano Igt. Um vinho cor vermelho rubi límpido, elaborado com uvas 100% Sangiovese. Aromas de bouquet de frutas do bosque e chocolate. Na boca, ameixa bem madura e cereja. Equilibrado, redondo, meio corpo a encorpado, taninos robustos, longo e rico final. Recebeu as seguintes indicações: Veronelli: **; Robert Parker: 87pt; Duemila Vini: 3 grappoli.

Enfim, homens e mulheres, com bons planos para o fim de semana, podem começar a se preparar pela escolha do vinho. Brincadeiras à parte, se a pesquisa está certa ou não, só se vocês contarem pra gente aqui no blog!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Diferentes pontos de vista

Dizemos sempre aqui que o vinho deve ser tratado, acima de tudo, como diversão. Profissionalmente ou socialmente, o vinho tem que, em primeiro lugar, ser bebido por prazer. É a partir desse entendimento que a diversão começa.

E já que uma das imagens da diversão é humor, nada mais justo do que alimentar boas risadas:


Créditos para o blog Rainhas do Lar, que também vale ser visitado com frequência pelas receitas, pela interatividade com os leitores e pelo humor inteligente.

E, claro, crédito maior para Carlos Henrique Iotti, que é o autor da tirinha Radicci e Genoveva.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Avaliando o vinho

As pessoas, em algumas vezes, percebem aroma e sabores diferentes num mesmo vinho. Isto pode ser atribuído a dois conceitos relacionados à percepção: o limiar da sensação e à variação individual.

O primeiro ponto é o limiar, ou seja, o limite da sensação. Antes de avaliar um aroma, sabor ou gosto, estes devem estar presentes em uma concentração suficiente.

Aqui, as chaves deste limiar:
- Absoluto: se a concentração está abaixo do absoluto, o estímulo sensorial não é detectável para maioria das pessoas.
- Reconhecimento: ao reconhecimento da sensação inicial, a maioria das pessoas pode identificar o estímulo.
- Diferença: Depois que o estímulo alcançou o reconhecimento da sensação inicial, a diferença existente neste limiar é a quantidade necessária para que a maioria das pessoas possa distinguir entre menos ou mais concentradas soluções deste estímulo.

Você pode perceber que repetimos o termo “a maioria das pessoas”. É porque aí que vem a variação individual. Cada pessoa tem um limiar sensorial para as centenas de aromas ou cheiros que existem no vinho, assim como cada um dos cinco sentidos.

Outro importante fator é a produção de saliva, pois esta leva o vinho para suas papilas. Ainda a questão da idade, pois os sentidos tornam-se menos apurados e sua memória declina quando se envelhece.

O gênero também toma parte na percepção. Na maioria das vezes, as mulheres tendem a ter o sentido do olfato e do paladar mais apurado. Dado interessante: estudos mostram que particularmente as mulheres são mais aguçadas para perceber os aromas florais e os de alimentos, enquanto os homens são melhores em aromas como petróleo.

O grau de desejo também pode fazer a diferença. Já percebeu seu sentido de olfato quando está com fome? É uma boa idéia avaliar um vinho logo antes da refeição.

Finalmente, a experiência conta. Tente lembrar o perfume de um pêssego, aroma muito encontrado nos vinhos brancos. Com mais rigor, pense num pêssego maduro.

Nossas preferências são determinadas por nossas experiências e percepções sensoriais. Assim como muitos outros fatores, é fácil de entender que cada um tenha um set único de preferências de vinho e comida.

Quando o assunto é vinho, alguns gostam de aromas de baunilha e especiarias do carvalho novo, outros não. Alguns preferem estilos mais leves e outros vão para os mais fortes e possantes.
Identificar seu estilo favorito é testar seu paladar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Para começar bem a semana


Que a Casa do Vinho é reconhecida pelos produtos de alta qualidade e pela excelente relação custo-benefício não é nenhuma novidade. Porém, mesmo sem precisar fazer promoção, o preço ainda costuma a ser o melhor. É o caso do Langhe Nebbiolo Parusso 2005 DOC, que já importamos há mais de dois anos.

O Langhe é um vinho produzido na mesma região do Barolo, em Piemonte, na Itália. Como o próprio nome diz, é elaborado a partir de uvas 100% Nebbiolo. É um vinho que fica em maturação de 12 a 15 meses em pequenos barris de carvalho. O resultado é uma cor rubi brilhante, nariz intenso e amplo aroma floral, sabor fresco e frutado, com taninos macios. Ótima harmonização com antepastos quentes, carnes assadas brancas e vermelhas.

Robert Parker Wine Advocate: "Apresenta o sabor típico do Nebbiolo Jovem. Fresco, perfumado, com notas de morango e especiarias. Bela e delicada personalidade"

E o preço? Apenas R$ 79,00

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Uma aula de vinhos portugueses

O jornalista Eduardo Girão, especialista em gastronomia e repórter do Estado de Minas, esteve recentemente em Portugal à trabalho e voltou com muitas informações e histórias para contar. Aos poucos, ele está publicando em seu blog tudo que ele vivenciou de mais interessantes por lá.

Um de seus últimos posts vale a pena ser lido por qualquer amante do vinho. Ele entrevistou Paulo Laureano, um dos enólogos mais importantes de Portugal. É realmente uma aula sobre vinhos portugueses, suas regiões e condições climáticas que favorecem determinadas castas, vinhos representativos de cada região, porque o Alentejo se destaca em Portugal e muitas outras informações interessantíssimas.

Aqui vai um trecho da entrevista:

"... Nos últimos vinte anos uma verdadeira revolução ocorreu nos vinhos em Portugal, de Sul a Norte. As pessoas reconheceram a a qualidade e diferenciação das castas portuguesas, melhoraram-se as técnicas de viticultura e desenvolveram-se verdadeiras adegas de vanguarda. Assim garantiu-se por um lado a manutenção da identidade e da diversidade do vinho português e passou a poder explorar-se de uma forma mais clara todo o potencial associado a estes néctares."

Mais do que isso, só indo conferir no Blog do Eduardo Girão.

Aliás, um ótimo blog, que vale a pena ser visitado sempre!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Sfursat: um vinho típico e exclusivo

De segunda a sexta, o jornalista Renato Machado tira dúvidas sobre vinhos dos ouvintes da CBN. Na última terça-feira, dia 11/08, um ouvinte perguntou a respeito de um vinho de meditação, o Sfursat. Renato Machado, então, deu uma boa explicação sobre o vinho, a região e citou o Nino Negri como o melhor produtor. Até aí, tudo bem. Porém, ao finalizar o comentário, ele errou em dizer que nenhum importador trazia este vinho para o Brasil.

Ouça aqui

Enviamos um e-mail para o programa, explicando que a Casa do Vinho importa rótulos Nino Negri, inclusive o Sfursat, há três anos. Renato Machado, com todo profissionalismo, reconheceu o equívoco e retificou o erro ao vivo, no programa.

Ouça aqui

Bom, mas se o vinho foi tão bem indicado e o equívoco já foi resolvido, deve ter ficado no ar a curiosidade sobre este vinho tão difícil de ser encontrado no Brasil. O Nino Negri é um produtor italiano da Valtellina, região da Lombardia. De acordo com o guia Gambero Rosso, o produtor “se firma como uma Estrela de primeira grandeza". Seus vinhos são indicados pela Carta de Vinhos da Itália, que apresenta uma seleção dos melhores 100 vinhos italianos. Nino Negri é considerado o “Gaia da Lombardia". Casimiro Maule foi considerado o “Enólogo do Ano”, em 2007.

Mas vamos aos vinhos que temos em nossas lojas:

Nino Negri Grumello Docg 2003 – Uvas: 95% Nebbiolo, 5% uvas locais. Afinamento: 15 meses em barricas grandes e pelo menos 6 em garrafa. Vinho aveludado com aromas de violetas secas, morango e amêndoas. Na boca é seco, quente e redondo, com retrogosto de amêndoas. Revista Adega: “aromas deliciosos de frutas como cereja e amoras. Excelente acidez e taninos marcantes... Vale tê-lo, pois custa menos que Barolos e Barbarescos, boa entrada na arte de apreciar vinhos à base da elegante Nebbiolo”. Perfeito acompanhamento para carnes vermelhas e grelhados, pratos consistentes e queijos maduros. Gambero Rosso: 2 Bicchieri - R$ 55,00



Nino Negri Le Tense Docg 2002 - Uva: 100% Chiavannasca (Nebiollo), na sub-zona de Sassella. Colheita manual. Afinamento: 20% em barricas grandes da Slovenia e 80% em tonéis de carvalho francês e americano de segundo uso. O blending e o engarrafamento acontecem 24 meses após a safra. No nariz, fruta madura e chocolate. Na boca, estrutura vigorosa, muito harmônico, numa trama tânica finíssima. Final intenso e prolongado. Gambero Rosso: 2 Bicchieri - R$ 78,00


Nino Negri Sfursat DOCG 2002/03 - Uva: 100% Nebiollo. Colheita manual em Valtellina, apenas nas boas safras. Passificada por 3 meses, vinificação com maceração longa. Envelhecido 20 meses em tonéis de carvalho francês e parte em barricas francesas. Afinamento em garrafa. Graduação: 15 %. Gambero Rosso: 3 Bichieri :: "essencial elegância, seu incrível equilíbrio na boca e no nariz, por sua fragrância e intensidade... no nariz lembra geléia de damasco, na boca é denso e harmônico, no final longo e equilibrado - Vini d’Itália: Ottimo Vino - 4 bottiglie; ** Guida d’Oro Veronelli; Annurario Migliori Vini Italiani: 4 Grappoli; Gula 2007: Ótima Compra. Marcello Copello: “Vermelho granada claro com reflexos alaranjados. Aroma etéreo e complexo; com muita especiaria (canela, noz moscada, cravo) couro, passas, cacau amargo, amêndoas, resinas, álcool aparece pouco no nariz. Paladar macio, quente e alcoólico (15%), taninos finos e prontos, longo, final elegante. Um vinho diferente que merece ser provado” - R$ 159,00


Nino Negri 5 Stelle Sfursat 2003 - O mais importante vinho da Nino Negri, com 10 reconhecimentos seguidos de 3 Bicchieri no Gambero Rosso. Seleção das melhores uvas e apenas nos melhores anos. Uva 100% Nebiollo, colhidas à mão, nas melhores parcelas de Valtellina Superiore. Passificada naturalmente por 3 meses; vinificação com maceração longa. Envelhecimento: 16 meses em tonéis de carvalho francês e afinamento de 3 meses na garrafa. Intensa e profunda cor granada, com rico e muito complexo bouquet de ameixas, cerejas selvagens e notas de especiarias (canela), que passam para chocolate e tabaco. Na boca é concentrado, denso sabor, mais elegante que potente. Extraordinariamente balanceado e prazeroso. Rico final. Retrogosto de conservas e especiarias. R$ 245,00

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Dia dos Pais para todos os bolsos


Falta pouco para o Dia dos Pais e o comércio já se agita para compras dos presentes. A Casa do Vinho preparou uma oferta especial para os clientes. São três opções, todas acompanhadas de um excelente vinho:

1 - Bolsa em couro + 2 taças arcoroc 35 + 1 garrafa de Illumintati Riparosso* + 1 saca-rolha: R$ 258,50

2 - 2 garrafas de Riparosso em uma caixa de madeira: R$ 99,00

3 - Desconto especial na compra do Riparosso: de R$ 38,50, por R$ 34,50.

São presentes que vão garantir a alegria do seu pai no dia 9 de agosto.


* Illuminati Riparosso
Região: Abruzzo, Itália
Uva: Montepulciano D'Abruzzo
Ganhador 7 vezes consecutivas do Oscar da Qualidade/Preço Duemilavini: 3 grappoli; Gambero Rosso 2008: Oscar Qualità/Prezzo; Wine Spectator: 100 vinho menos de 15 dólares; "versão densa e rica, produto de uma escolha pela qualidade da família proprietária, envelhecida 6 meses em carvalho. Corpo médio a pleno, com toque de uva passa, ligeiramente tânico com retrogosto de fruta seca"; Guia Al Vino Quotidiano: Label in the Best Quality Price; Touring Club Italiano: Good Italian Wines; Stuart Gregory (Austrália): Best-Value Import; Panoram: um dos dez Campeões; II Mio Vino: "Bela cor, intenso rubi com reflexos violeta, intenso aroma de fruta vermelha e tabaco, baunilha que lhe dão complexidade. Na boca, encorpado, taninos macios. Robustez aliada a perfume elegante".

Ecos da Vinhofest

A jornalista Márcia Queirós publicou em sua coluna ZOOM, na Revista Viver Brasil, um destaque para a presença da Alessandra Ciacci, na Vinhofest, a convite da Casa do Vinho.

Para ver a notícia, clique aqui.

Alessandra Ciacci e seu marido Tiziano são proprietários da vinícola Mocali. Eles produzem vinhos e azeites em Montalcino e Maremma (Toscana, Itália). De Rossos Toscanos a Brunellos, seus rótulos fazem parte de uma lista seleta de vinhos representativos da Itália. Os Brunellos tem reconhecimento internacional e receberam ótimas pontuações na Wine Spectator. Além disso, os vinhos Mocali são indicados pela Carta de Vinhos Itália, que apresenta uma seleção dos melhores 100 Vinhos Italianos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Adegas climatizadas: ter ou não ter?



O jornal Estado de Minas publicou no último domingo, dia 02/08, na coluna In Vino Veritas, o artigo "Ter ou não ter", do nosso amigo Christovão de Oliveira Junior, do site Belo Vinho. O tema é Adegas Climatizadas. E como a dúvida é recorrente e o texto esclarecedor, resolvemos publicá-lo em nosso blog


Ter ou não ter

Uma das evidências do crescimento do consumo de vinhos no Brasil é a popularização das adegas climatizadas. Temos hoje no mercado diversas marcas disponíveis, bem como modelos com várias capacidades de armazenamento: há desde aquelas para seis garrafas até as para 100 ou 200. A grande oferta faz com que o espaço disponível não seja uma preocupação. Além disso, há equipamentos capazes de climatizar ambientes de todos os tamanhos para quem tem um espaço exclusivo para acomodar centenas ou milhares de vinhos. Se há alguns anos a adega climatizada era um produto importado e privilégio de poucos, hoje passou a ser item presente em cozinhas e salas da classe média.

A adega é um luxo? Um modismo? Um item de ostentação? Acredito até que alguns pensem assim. Entretanto, num país de clima tropical como o nosso, é acessório de primeira necessidade para quem costuma guardar vinhos em casa, ou para aqueles que pretendem estocar por meses e, principalmente, anos vinhos especiais. A adega climatizada é o local ideal para manter o vinho, garantindo a longevidade e a preservação de aromas e sabores.

O calor e a variação de temperatura são dois dos responsáveis pela lenta e constante degradação da qualidade de um vinho. Mesmo vinhos de consumo imediato podem ser prejudicados por alguns meses de estocagem em local inadequado. Aliás, vinhos feitos para serem consumidos jovens, ou seja, a maioria dos disponíveis, são, frequentemente, muito mais fáceis de serem deteriorados pelo calor e pela conservação inapropriada do que os mais estruturados e de guarda.

Uma outra vantagem da adega é que possibilita um custo médio muito mais baixo para os vinhos que você consome. Quando se tem onde estocá-los de forma correta, pode-se adquirir mais garrafas do que o que se vai consumir em curto período. Dessa forma, tira-se vantagem de promoções de supermercados e de casas especializadas. Se você compra vinho de acordo com a sua necessidade, sujeita-se a apagar o preço do momento, que, normalmente, é muito maior do que nas ofertas.

Aqueles que adoram um belo vinho envelhecido, com todos os seus aromas e sabores evoluídos e complexos, não têm outra opção a não ser possuir uma boa adega. Esse tipo de vinho é caro e sua compra é sempre muitíssimo arriscada aqui no Brasil, uma vez que, geralmente, não se tem qualquer garantia da forma como ele foi armazenado durante toda a sua vida. As importadoras geralmente não estocam vinhos por muitos anos.

Outra boa razão é que, ao manter um estoque de vinhos, por menor que seja, você não vai ter que se preocupar toda vez que promover uma reunião, jantar ou festa de maior porte em sua casa. Os vinhos já estarão lá, e em condições perfeitas.

Para terminar, não posso deixar de fazer quatro importantes observações baseadas na experiência de diversos enófilos. Em primeiro lugar, você pode acreditar que seu consumo de vinhos vai aumentar quando adquirir uma adega. Em segundo lugar, se você se decidir por uma adega para poucas garrafas, em muito pouco tempo vai se arrepender e começar a pensar em comprar outra de maior capacidade. Mais um conselho: só compre uma adega que tenha a garantia de assistência técnica em sua cidade. Finalmente, avalie o consumo mensal do equipamento. Alguns modelos têm preço de venda mais baixo, mas o consumo de eletricidade, em apenas um ano, colocará seu gasto em patamar muito mais elevado.

Uma observação final é que, se você pensa que pode chegar a guardar algumas centenas de garrafas, então a climatização de um pequeno quarto ou ambiente será a melhor opção – e vai lhe custar muito menos.

Escrevemos novamente sobre o tema Adegas. Confira também o post atualizado no link abaixo:

Adegas Climatizadas, Como Comprar, como Escolher

Venha abastecer sua adega com a Casa do Vinho - Famiglia Martini! Será um prazer ajudá-lo a selecionar os vinhos mais adequados ao seu consumo e dentro do seu perfil. Nossa nova loja virtual conta com atendimento personalizado via Chat ou Whatsapp (31) 9 7504 0085.




sábado, 1 de agosto de 2009

Um atentado contra a cultura


Ontem foi publicado no Terra um artigo da jornalista Vera Gonçalves de Araújo sobre uma "disputa" política sobre a venda de vinhos em certos estabelecimentos. O que queremos trazer aqui não é apenas o conceito de fast food dos italianos (que, cá pra nós, não tem nada a ver com o nosso), mas, principalmente, o estrago que uma decisão política pode fazer em uma cultura tão fantástica quanto à italiana. Vejam o texto:


A tripa é de esquerda ou de direita?

O novo prefeito de Florença, Matteo Renzi, tem 34 anos e está inaugurando a sua administração com uma batalha de desobediência civil para defender uma das tradições mais antigas da cidade: o sanduiche de tripa com copo de vinho que é a refeição típica do "fast food" florentino.

O "lampredotto" - um sanduiche de tripa e pão - sobreviveu a todas as campanhas contra o colesterol, contra a obesidade e até à vaca louca, mas pode sucumbir diante da proibição de beber álcool nas ruas da Europa.

Desde que o ministério da Saúde italiano decidiu aplicar as regras decididas em Bruxelas para conter a exuberância dos "hooligans" do continente, famosos por seus pileques homéricos antes, durante e depois dos jogos de futebol, os 200 "trippai" de Florença correm o risco de uma multa de 12 mil euros se venderem um copo de vinho junto com os seus sanduiches muito pouco light. Depois de meia-noite, a multa chega a 30 mil euros.

Segundo os defensores do "lampredotto", não é possivel comer o sanduíche sem um gole de vinho tinto, preferivelmente Chianti, que facilita a ingestão e a digestão do prato. O prefeito, apesar de jovem, se declarou tradicionalista: "esta lei é uma desgraça que precisa ser abolida" - explicou Renzi, eleito pela centro-esquerda. E ameaçou expulsar da bancada do governo os vereadores que decidirem apoiar a medida contra o "gottino", o copo de vinho que acompanha a tripa.

Em várias cidades italianas, como Milão, as prefeituras estão baixando portarias contra a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade. Nas rodovias, os bares e restaurantes estão proibidos de vender álcool depois da meia noite. Mas Matteo Renzi frisa que a sua luta contra a "lei burra" de Bruxelas não é a favor do álcool, mas simplesmente em defesa de uma antiga tradição que tem raízes na Idade Média, quando Florença era independente e feliz.

Renzi ganhou as eleições se apresentando como candidato de uma esquerda mais moderna e menos rançosa do que a tradicional "sinistra" italiana. Em sua campanha vitoriosa, usou a internet com inteligência incomum para um político italiano. Mas agora se apresenta como defensor da tripa à florentina. O seu adversário de direita, o ex-goleiro Giovanni Galli, ainda não se manifestou a respeito do assunto.


Fonte: Terra