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terça-feira, 22 de junho de 2010

Andreas Larson

Em recente viagem ao Brasil, o sueco Andreas Larson, atual campeão mundial de sommeliers, comentou o interesse cada vez maior, na Europa, por vinhos brancos. Para ele os Riesling são vinhos puros, minerais e agradáveis, ótimos para gastronomia, em especial os vinificados em seco. Larson surpreendeu ao informar que usa mais brancos que tintos. A seu ver "os vinhos brancos são mais dinâmicos que os tintos na harmonização". Segundo ele, essa é uma "tendência irreversível na enogastronomia". 
Larson recomeda a decantação dos brancos mais estruturados como os grandes Chardonnay da Borgonha (Chablis, por exemplo), já que estes ganham muito mais expressão com o processo. Os brancos mais aromáticos por sua vez, não devem ser decantados. 
Segundo Larson, tudo é questão de equilíbrio porque " vinhos equilibrados quase sempre têm bom desempenho na harmonização". 
Fonte: Rev. Wine Style número 28

Lamblin Chablis Premier Cru 2007 - Região: Borgonha/Chablis/França. Uva: 100% Chardonnay. Cor amarelo palha com reflexos dourados. Aromas intensos de boa finesse e complexidade, lembrando maça, pêssego, mel, flores brancas e toques minerais. Bom corpo, acidez equilibrada. Elegância e estilo com caráter mineral. Incrível harmonia.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Temperatura

A temperatura tem efeito crucial no aroma e no sabor de um vinho. Quanto mais frio, mais fechados ficarão os aromas. Se a temperatura estiver muito elevada, o álcool sobressairá e deixará uma sensação desagradável no nariz.
Na boca, alguns graus a mais ou a menos podem arruinar um vinho equilibrado. O calor aumenta a sensação de doçura e acidez. Já as temperatura mais baixas acentuam o amargo e a adstringência dos taninos.

Temperaturas para servir:

Espumantes secos, frutados -------- 4 - 6°C     (muito frios)
Champagnes não datados ----------- 6 - 9°C     (bem frios)
Champagnes safrados ---------- 12 - 14°C  (frescos/adega)
Brancos leves, ácidos ------------- 6 - 9°C     (bem frios)
Brancos aromáticos ------------------ 8 - 10°C   (frios)
Brancos encorpados, amadeirados ----14 - 16°C  (frescos)
Rosés ---------------------------- 6 - 9°C      (bem frios)
Tintos leves, frutados --------------- 12 - 14°C   (adega)
Tintos médio corpo --------------------- 16°C     (adega)
Tintos encorpados com taninos maduros - 18°C   (ambiente)
Doces ------------------------------- 12 - 16°C   (frescos)

Referência: Vinhos - André Dominé


Illuminati Zanna Montepulciano d'Abruzzo Riserva 2001 Doc - Região: Abruzzo/Itália. Uva: 100% Montepulciano d'Abruzzo. 26 meses em grandes tonéis de carvalho. Intenso vermelho rubi, profundo bouquet de cerejas e frutas silvestres com fundo de baunilha e geléia. Macio e potente com taninos doces e envolventes. Final longo com toques de chocolate. Duemilavini: 5 Grappoli. Gambero Rosso: 3 Bicchieri.


terça-feira, 1 de junho de 2010

Questão de Idade

Para armazenar um vinho é importante saber diferenciar o tempo que o vinho pode ser guardado antes de "morrer" do tempo que precisa para atingir seu auge. Não existem padrões técnicos para avaliar o potencial de envelhecimento, podemos apenas prever mais ou menos com base em algumas características de cada vinho.
A espinha dorsal do vinho tinto é o tanino e, é ele que determinará em parte a sua capacidade de envelhecimento. A quantidade de taninos depende parcialmente da casta. As de casca mais grossa possuem mais destes conservantes naturais e portanto têm capacidade maior de guarda. A colheita e o trabalho do enólogo também desempenham papel importante. 
Somente taninos completamente maduros na época da colheita irão se integrar harmoniozamente ao sabor do vinho após o período de envelhecimento na garrafa.
O sedimento é formado quando os taninos amadurecem e polimerizam, formando moléculas que precipitam. Vinhos excessivamente crus, adstringentes, serão assim mesmo quando envelhecidos. Os componentes de um  grande vinho tinto normalmente começam a harmonizar-se cerca de três ou quatro anos após o engarrafamento, desenvolvendo um complexo bouquet.
O tempo de guarda da maior parte dos vinhos é de apenas alguns anos. Mesmo que o vinho seja adequado para envelhecimento, sua longevidade irá depender muito das condições de armazenamento. 

Felix Callejo 2004 - Região: Ribeira del Duero/Espanha. Uvas: 100% Tempranillo. Robert Parker 96 pts.: "De opaca cor púrpura, este vinho é notável, ligeramente exótico, bouquet de madeira defumada, torrada, alcatrão, couro, violetas, blueberry silvestre e licor de amora negra. Tudo isso leva a um vinho encorpado, opulento, complexo, muita fruta madura, tanino avleudado e uma excepcional longevidade. Evolui por 5 a 7 anos na garrafa e poderá ser apreciado até 2030."