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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Mudanças na classificação de vinhos

O atual modelo de classificação que costumamos encontrar nos vinhos europeus tem por base o modelo francês de AOC (exceto Alemanha) e foi criado na década de 1930 para inibir adulterações e misturas nos vinhos franceses. A regulamentação estipula delimitação geográfica dos vinhedos, regras quanto às variedades de uvas permitidas, formas de poda e condução das videiras, além de teor alcoólico mínimo.

Até o final de 2011 estará implantada uma modificação nas categorias de vinhos com intenção de unificar as denominações na União Européia.

Só existirão 2 categorias:
A primeira, sem indicação geográfica, que, no caso francês são chamados Vin de France Esta englobará os Vins de Table (vinhos de mesa) que agora virão com informação no rótulo de que são produzidos na França, nome do produtor; safra e variedade de uva (antes proibidos).
A segunda categoria abrangerá os vinhos com indicação geográfica e subdivide-se em dois grupos:
  • IGP – Indication Geographique Protegée: compreende aos vinhos regionais classificados como Vin de Pays (vinhos reginais) e vinhos cuja qualidade e reputação sejam atribuídas à região de origem. Sua produção (ao menos 85% das uvas viníferas) deve ocorrer nos limites geográficos da região de origem.
  • AOP – Apellation d’Origine Protegée: corresponde aos vinhos da então AOC (Apellation d’Origine Controlée) cujas características são específicas e exclusivas da região de origem; sua produção dentro dos limites geográficos da região com a integralidade de suas uvas viníferas.
Também a categoria dos vinhos VDQS será extinta e se enquadrarão na AOP ou na IGP. Os classificados como comunais ou “crus” na França ou superiores em outros países como DOCG na Itália ou DOC na Espanha não sofrerão mudança na nomenclatura mas, pertencerão oficialmente na categoria AOP.

É possível produzir vinhos de qualidade superior à dos vinhos das AOP sem estar nessa categoria como no caso dos “supertoscanos” que, produzidos com uvas francesas não se adequavam à lei italiana dos DOCs. Assim os vinhos foram classificados como Vino da Tavola, nível mais simples da classificação geográfica. Por isso, em 1970, criou-se o termo informal “supertoscanos”. Só posteriormente conseguiram enquadrar-se em classificações superiores. As classificações regionais são importantes para identificar certa uniformidade de estilo de vinho, mas o perfil do produtor também é muito importante para indicar a sua qualidade.

É bom lembrar que no Novo Mundo não há uma regulamentação sobre métodos de cultivo e produção, nem avaliação e aprovação por bancas de degustadores como na Europa o que torna sua classificação mais elástica e maleável.

fonte: Revista Divino ed.14 ano III


Domaine des Sénéchaux Chateauneuf-du-Pape 2005 
Região: Chateauneuf-du-Pape/ Rhône/ França. Uvas: 65%Grenache, 15%Mourvedre, 18%Syrah, Cinsault e Counoise. De um envolvente nariz de frutas escuras e vermelhas maduras, madeira e pimenta. Cor púrpura escura. Denso, opulento, com textura untuosa. Puro e concentrado, com profundidade no paladar. Potente, mas redondo e equilibrado. Wine Spectator: 92 pt. Robert Parker: uma mistura de ervas provençais com carnes assadas, geléias de cereja e algum defumado, regaliz e incenso. Denso, rico, final pronunciado, mais longo e fresco que o 2004”.
 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Notícias de Portugal


A Casa do Vinho, importadora dos vinhos madeira Barbeito no Brasil, tem orgulho de compartilhar as notícias que acabam de chegar de Portugal.

Realizou-se no dia 11 do corrente, na Alfandega do Porto, o jantar anual da entrega dos prêmios dos melhores de 2010 nas diferentes áreas associadas ao vinho. Os prêmios são atribuidos pela redação da prestigiada Revista de Vinhos há pelo menos 17 anos.

Ricardo Diogo Freitas foi distinguido com o prêmio Enólogo do ano de 2010 para os vinhos licorosos tendo recebido o premio pessoalmente na referida cerimônia que contou este ano com 890 convidados entre os quais o Ministro da Agricultura. Refira-se que é a primeira vez que um Madeirense recebe este prêmio pois anteriormente foi sempre atribuido a enólogos ligados ao Vinho do Porto.

Para além deste prêmio, a empresa Barbeito foi uma das mais  premiadas da noite ao conseguir mais quatro distinções para seus vinhos. A Barbeito já havia sido classificada pela crítica de vinhos Jancis Robinson como o “Château Lafite da Madeira” pelo capricho e empenho na elaboração de seus vinhos.

Seleção Barbeito disponível na Casa do Vinho:
Barbeito Single Harvest 1997
Uva: 100% Tinta Negra Mole. Em fevereiro de 2007 foram engarrafadas 3.849 garrafas deste vinho cujas uvas são provenientes de um único vinhedo situado na parte baixa do Estreito de Câmara de Lobos. A temperatura moderada e balanceada nos meses antes da colheita permitiram uma maturação homogênea das uvas quando estas foram colhidas em 9 de setembro de 1997. Quando a fermentação foi interrompida o mosto foi transferido para barris de carvalho francês de 720 litros.  O envelhecimento começou em fevereiro de 1998 através do método de canteiro. Após os primeiros 7 anos de evaporação mais rápida, porém muito boa, no galpão "a" o vinho foi transferido para o galpão "b" onde as temperaturas são mais amenas o que permitiu uma evaporação mais lenta, deixando o vinho muito delicado no nariz e bem balanceado em sua acidez e doçura. Medalha de Prata International Wine  Chalenge 2009; Best in Class International Wine & Spirits Competition.
Barbeito 3 anos Doce 
Uva: 100% Tinta Negra Mole. Método de esfufagem.
Barbeito Reserva Malvasia 5 anos – Doce
Uva: 100% Malvasia. Vinho envelhecido em carvalho por 5 a 7 anos pelo método de canteiro.
Barbeito Reserva Boal 5 anos – Meio-doce
Uva: 100% Boal. Vinho envelhecido em carvalho por 5 a 7 anos pelo método de canteiro. Medalha de Prata International Wine Chalenge 2009
Barbeito Reserva Sercial 5 anos – Seco
Uva: 100% Sercial. Vinho envelhecido em carvalho por 5 a 7 anos pelo método de canteiro.
Barbeito Reserva Verdelho 5 anos – Semi-seco
Uva: 100% Boal. Vinho envelhecido em carvalho por 5 a 7 anos pelo método de canteiro.
Barbeito Old Reserve 10 anos Malvasia
Uva: 100% Malvasia. Vinho envelhecido em carvalho por 10 a 14 anos pelo método de canteiro. Vinho doce com acidez marcante. Medalha de Ouro International Wine Chalenge 2009

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Languedoc –Roussillon. Vinho e Turismo

Berço do vinho francês, rica em atrações turísticas e históricas.
As vinhas do sul da França foram trazidas pelos romanos e desde então a produção de vinho é uma de suas principais atividades. Com implantação de novas técnicas de viticultura e vinificação seus vinhos tomaram visibilidade em todo o mundo. Em 2006 respondeu por nada menos que 34% do total de vinhos produzidos na França. Com a preocupação de produzir vinhos de qualidade superior, houve uma redução da produção de 29 milhões de hectolitros para 16 milhões.
Em termos de turismo, a porta de entrada pode ser Montpellier. Cidade acolhedora, com transporte público de qualidade excepcional, praças encantadoras e muitos estudantes. Em seu centro histórico: a praça de la Comedie, Arc de Triomphe, Catedral Saint Pierre, o aqueduto St.Clément. Destaque para o teatro de ópera Corum construído nas mais modernas técnicas para se obter melhor acústica, sendo seu salão principal sobre amortecedores para evitar vibrações. Vizinha a Montpellier se estende grande área de vinhedos – Coteaux de Languedoc com várias subdivisões. Se considerarmos uma pirâmide, a base seria AOC Coteaux de Languedoc. Acima, 7 sub-regiões com potencial de serem denominações de origem e, no topo 12 áreas comunais chamada terroirs. Entre elas a La Clape, com solo calcário e clima fortemente influenciado pelo Mediterrâneo, tem grande prestígio entre os conhecedores por seus vinhos fora de série e de caráter único.  Contudo é preciso saber o que procurar e a Casa do Vinho fez este serviço com maestria, importando excelentes vinhos: Mas du Soleilla, cujo produtor foi considerado em 2007, pela Wine Spectator, o melhor produtor da região e, o Château Camplazens, excepcional cujo vinho Syrah recebeu a Medalha de Ouro Vin de Pays (em 3 anos, 2 vezes escolhido como Best Red Wine).
Outra atração turística é a cidade murada de Carcassonne, conservada como era desde os tempos medievais. Um passeio imperdível!  


 
Mas du Soleilla Clôt de l’Amandier 2005 
Wine Spectator 93 pt: “Vibrante e poderoso, estruturado, deliciosos sabores de ameixa escura, amora preta, mineral e especiarias”.







Outros vinhos importados pela Casa do Vinho:
Mas du Soleilla Les Bartelles 2005 –Decanter: “Splash Out Red”.**** “Delicioso vinho com real  personalidade do vinhedo de 18 hectares. O nariz é rico com aromas de pimenta preta, canela, ameixa e frutas escuras. Na boca é igualmente convidativo com presença marcante de fruta de pimenta,  e agradável equilíbrio”.Wine Spectator: 92pt: “Maduro, rico e intenso, com concentrado sabor de ameixa escura, especiarias, cereja e chocolate. Bem elaborado com agradável final.” Troféu Decanter: Languedoc Best Red Wine (3 vezes consecutivas)
Mas du Soleilla Terre du Vent 2005
Mas du Soleilla Les Chailles 2004
Mas du Soleilla Petit Mars 2009
Château Camplazens Syrah Vin de Pays d’OC 2009
Château Camplazens La Clape Garrigue 2007
Château Camplazens La Clape Reserve 2007






 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vinhos doces e licorosos, o "gran finalle"

Normalmente os vinhos doces são a surpresa da noite, o grande encerramento de um jantar. Eles podem ir além de um acompanhamento, podem ser a própria sobremesa!
A doçura dominante destes vinhos provém parcialmente do açúcar residual (não fermentado). Outra substância doce contida nos vinhos de sobremesa é o próprio álcool. O doce e o álcool em maiores proporções adormecem as papilas gustativas. Por isso, é muito importante que um vinho doce tenha também uma boa acidez, principalmente se estiver pensando em usá-lo em harmonizações. O grande segredo de um bom vinho de sobremesa é manter o equilíbrio entre acidez e doçura. 
A doçura do vinho doce deve ser complementada pelo prato. O sal contrasta muito bem com o açúcar e o resultado pode ser a deliciosa combinação com queijos fortes e salgados como os queijos azuis. Alguns vinhos doces chegam a harmonizar até mesmo com pratos salgados e gordurosos, o caso mais clássico é a harmonização de Sauternes e foie gras.
Existem vários tipos de vinhos doces, licorosos e fortificados. São vinhos de elaboração mais complexa e frequentemente podem receber adições de álcool vínico.
O Vinho do Porto é o mais famoso dos fortificados e existe em versões que vão do branco seco ao tinto doce, passando pelo oxidado. Em seguida vem o Jerez (Xeres) que tem ainda mais variedades que o Porto. O Jerez é feito sempre a partir de uvas brancas e vai do Fino Seco aos cremosos super doces.
Alguns vinhos licorosos além de usados como digestivos, são também muito conhecidos na culinária, caso do Marsala e do Madeira. Os vinhos fortificados são produzidos a partir da adição de álcool vínico e sua alcoolicidade pode superar 20%, por isso é melhor consumir com moderação.
Já os vinhos de colheita tardia são obtidos a partir de uvas com elevada concentração de açúcar, podendo ser passificadas, sobrematuradas ou botrytizadas. Entre eles podemos citar os Sauternes, Passitos, Icewines,  alguns Vinhos Santos italianos e os Moscatéis.
Seja qual for o seu gosto, e menu do seu jantar, tenha sempre um bom vinho doce para proporcionar um gran finalle. Aproveite!

La Dolce Vita Sauternes 2001 
Região Sauternes/França.Uvas: a suavidade da Semillon 90%, o nervo da Sauvignon 10% e pequena porção de Muscadelle. Cachos de uvas colhidos 1 a 1 durante 2 meses, com 6 a 7 passadas. 30 meses de barril. Vinho levemente filtrado para manter seu fruto, sua riqueza e complexidade. Vinho top da linha Clos Dady. Doce, com aromas complexos mel, geléia, e frutos exóticos. Ataque pleno e saboroso na boca com bela untuosidade. Rico frutado. Finesse e equilíbrio.  
“Um vinho de celebração, irresistível, viril”.