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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Vinhos Rosés

Por Luiza Martini, proprietária da Casa do Vinho Famiglia Martini


O vinho rosé ainda é pouco apreciado e para piorar, muitas vezes é esnobado pelos enófilos mais sofisticados. 

Muito, devido aos rosés de baixa qualidade que entram no país. Porém, além de muito charmoso é um vinho bastante versátil à mesa e indicado para os dias de calor.

O vinho rosado fica entre um branco e um tinto (na boca tem características típicas de vinhos brancos como acidez e muito frescor. 
No nariz, características típicas de vinhos tintos devidos aos aromas de frutas vermelhas) e é frequentemente alvo de polemicas. Vale lembrar que vinhos rosés são feitos a partir de uvas tintas e que a mistura de branco e tinto é proibida em toda Europa (com exceção em Champagne).

O rosé é, quase sempre, feito com a mesma variedade do tradicional vinho tinto regional. Na maioria das vezes, é um vinho descompromissado e deve ser bebido gelado. Fica delicioso quando acompanhado de embutidos, antepastos mais salgados e até saladas de bacalhau. 

Mas, as harmonizações mais clássicas são peixes defumados, ratatouille, pratos com ervas de provençais, frutos do mar e salmão (combina também com a cor do prato). Sua coloração pode variar de rosa claro a vermelho pálido, salmão ou mesmo alaranjado.

Fugindo um pouco dos tradicionais, um rosé que sai do lugar comum é o Apollonio Diciotto Fanali. Como todos os vinhos deste produtor, este rosado é bastante exótico e cheio de personalidade. 

Neste caso, muito se deve ao fato de ser fermentado e envelhecido por 12 meses em barricas de acácia. Além de ganhar muita estrutura, sua cor ganha nuance extra e o resultado final é um vinho alaranjado e muito intenso.


Definitivamente deve ser provado!