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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

História do Vinho Importado no Brasil - Surge o Novo Século


A era da tecnologia havia chegado. O site da Casa do Vinho vai, ao longo da década, modernizando e abrigando informações sobre vinho, dicas de degustação e viagens.

O informativo moderniza também e passa a se chamar The Wine Connection Card. Os assuntos abordados ganham ainda mais profundidade. Os enófilos já estão bastante familiarizados com o vinho e o consumo da bebida cresce a cada ano.

No final da década, com a internet já fazendo parte efetiva da vida das pessoas, impressos passam á obsolescência. É hora de modernizar mais uma vez.

Surge a News da Casa do Vinho e o Blog da Casa do Vinho, agora assumidos totalmente por Luiza Martini, que produz desde então todo o conteúdo.

Com as duas ferramentas foi possível alcançar um público muito maior, obter maiores recursos de publicações, que agora também passaram a contar com vídeos e mais fotos. As publicações puderam ficar mais frequentes e o público pode então participar ativamente.


Os enófilos passaram a ter acesso amplo a informações sobre vinho. As news e o blog puderam então passar a tratar de assuntos que não envolviam apenas a educação enológica básica. 

A comunicação com os clientes passou a ficar mais direta, leve e colaborativa. O consumidor brasileiro de vinhos começou a viajar mais, conhecer e compreender e, em consequência, tornou-se mais exigente.

Layout do site em 2004
Muitos dos vinhos que a Casa do Vinho já trazia há anos ou décadas tornaram-se reconhecidos mundialmente. Novas apostas foram feitas, sempre com o mesmo pensamento: trazer vinhos excelentes e acessíveis.

Layout do site até 2013

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A História do Vinho Importado no Brasil - Anos 90


A publicação deixa de se chamar Expert e o destaque passa a ser o nome da Casa do Vinho.

O trabalho de educação enológica seguiu seu curso na década de 1990. As informações sobre os vinhos continuavam vindo direto da fonte, seja através dos produtores, revistas internacionais ou feiras internacionais que a família Martini passou a frequentar anualmente. 

Nessa década a mais famosa feira era a Vinexpo, em Bordeaux. A França era ainda o centro do Mundo do Vinho.

Em meados da década de 90 já é possível notar a maior familiaridade dos enófilos com o vinho. Começam a desaparecer os anúncios redundantes do tipo “Champagne francês” e dá-se destaque aos nomes das vinícolas, que já se tornavam conhecidos.

Também nessa década o portfólio da importadora deu vários saltos quantitativos e qualitativos. Dos poucos rótulos de importação própria, cerca de 120 passaram a compor a carta, com vinhos da Itália, França e Alemanha. 

Viagens ao Chile e Argentina passaram a fazer parte da programação e esses países começaram a fazer parte do portfólio da empresa. O consumo de vinhos argentinos e chilenos cresceu drasticamente nos anos 90.

Em 1997 a feira internacional Vinitaly começa a ganhar mais relevância e nos anos 2000 passa a ser a mais importante feira de vinhos mundial. Isso demonstra que o cenário mundial de vinhos está mudando e que a França já não está sozinha.

Ganham destaque na publicação as dicas de viagens. Conhecendo já muito bem diversos países, Dona Vera e sua filha Luiza, que agora ajuda a manter a publicação, passam a dedicar-se também a orientar os clientes que vão degustar in loco os vinhos da importadora. Também a gastronomia passa a fazer parte da publicação, que agora trás receitas de chefs e clientes.

Também começa a era dos críticos de vinho, que ganham cada vez mais importância. A essa altura as revistas de vinhos internacionais já detém fama e já surgiram revistas brasileiras sobre gastronomia e vinho.

Os brasileiros passam a ter mais contato com o hedonismo e a boa mesa ganha cada vez mais valor. O vinho passa a ficar mais barato, há mais importadores, mais informações e mais acesso à bebida.

No final da década o Prosseco estoura. A Casa do Vinho já importava há alguns anos a bebida que viria a se tornar muito conhecida e consumida pelos brasileiros. Nota-se que o paladar mudou bastante em uma década. Já há ofertas de vinhos de diversos países e os brasileiros estão se arriscando a provar novos sabores. Os vinhos italianos passam a ser conhecidos e apreciados em boa parte graças ao trabalho da Casa do Vinho.

Surge a internet de forma mais acessível e em 1998 o site da Casa do vinho vai ao ar.






terça-feira, 26 de agosto de 2014

A História do Vinho Importado no Brasil - Dos anos 60 até o lançamento do informativo em 1988




A criação da Casa do Vinho surgiu da necessidade de ter uma loja para se vender os vinhos que já começavam a tomar espaço na Padaria e Confeitaria Martini. Armando, filho de Arthur Martni, dono da Padaria e quem começou a trazer vinhos importados para Belo Horizonte, inaugurou a Casa do Vinho em 1969.


Antigas garrafas de Vinho do Porto importados nos anos 40 e 50
Começaram então as viagens em busca de bons rótulos e para se conhecer e estudar as regiões. Primeiro foi a França - país já consagrado -  e Alemanha, de onde vieram os Liebfraumilch, vinhos largamente consumidos e a porta de entrada para os vinhos estrangeiros no Brasil. Graças à importação direta e livre de intermediários foi possível trazer vinhos europeus por um preço melhor.


Nessa época também se começou a investir em viagens para a Itália e os primeiros rótulos italianos de importação própria foram trazidos. Foi necessário incentivar e instigar o público para o consumo de vinhos italianos em uma época em que se ouvia falar apenas em Bordeaux, Borgonha e Alemanha.

Vera Martini - esposa de Armando - sentindo a necessidade urgente de informar os clientes, teve a ideia de lançar um impresso sobre vinho. Nascia o Expert, no primeiro de maio de 1988. A primeira edição do jornal comemorava o aniversário de 17 anos da Casa do Vinho. Todo o conhecimento adquirido ao longo dessas quase duas décadas precisava ser compartilhado e o impresso foi o meio mais eficaz de fazê-lo. 

Vera buscou e traduziu informações sobre o então famoso vinho alemão. Já na primeira edição do impresso foram passadas informações detalhadas sobre as uvas, classificação e leitura dos rótulos alemães. Informações essas que eram até então um luxo restrito àqueles que podiam viajar e degustar in loco.

As edições eram bimestrais e foram se diversificando ao longo do tempo. Nota-se que os anúncios sobre os vinhos importados remetiam sempre às regiões.

“Vinho francês Beaujolais”, “Champagne francês”. O beabá do vinho estava sendo ensinado aos novos consumidores, que estavam ávidos por entender o vinho. 

A cada nova edição surgia um tema como Porto, Champagne, Degustação, Vinho francês, Itália. Aos poucos os interessados iam aprendendo sobre vinho e abandonando os alemães doces e simples para apreciar vinhos mais complexos e interessantes.

       
            (Abril em Portugal, uma relíquia de importação da antiga Padaria e Confeitaria Martini)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A Casa do Vinho e a História do Vinho Importado no Brasil


A história da Casa do Vinho confunde-se com a própria história do vinho importado no Brasil. São mais de 60 anos de observação dos hábitos de consumo dos brasileiros. Pudemos acompanhar sua evolução e colaborar ativamente para que ela acontecesse.

Num tempo em que a internet sequer havia sido imaginada, as informações sobre vinho eram escassas e não existiam publicações especializadas, a Casa do Vinho lançou um informativo, repleto de informações úteis e confiáveis. O intuito era ajudar o enófilo na então difícil missão de entender melhor o Mundo do Vinho. Através da observação desse informativo é possível perceber claramente as mudanças de hábito e consumo que ocorreram ao longo das décadas.


Publicaremos a partir de hoje uma série de textos falando a respeito dessas mudanças, através da análise dos informativos e sob a ótica de quem viu acontecer e ajudou a promover essas mudanças. Acompanhe, compartilhe e aprenda um pouco mais sobre essa história!