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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Vinhos de Sobremesa

Porque será que vinhos de sobremesa ainda não estão tão presentes nas mesas? 

É interessante reparar que as sobremesas estão cada vez mais valorizadas, complexas e elaboradas. Muitos restaurantes tem hoje um menu exclusivo para estas delicias, porém ainda falta um bocado para que o vinho doce também garanta seu lugar. 

Quando muito vemos vinhos do Porto ou algum Sauternes, mas o mundo dos vinhos doces vai muito além.

Os vinhos doces são divididos entre licorosos (colheita tardia) e fortificados (Porto, Madeira, Jerez), sendo eles brancos, rosés ou tintos.

Existem diferentes formas de se obter vinhos doces: adiar a colheita para se conseguir a super maturação da uva; o congelamento das uvas no pé; adicionar aguardente vínica para interromper o processo de fermentação; vinificar uvas passificadas.

Os vinhos de sobremesa não são apenas doces – são complexos, longevos, diferenciados e deliciosos. Merecem lugar em qualquer adega, nas mesas dos apreciadores e porque não em conversas sociais? Não foi a toa que a Wine Spectator de setembro último deu destaque para estes néctares.

Uma sobremesa harmonizada com vinho doce é uma oportunidade de experimentar um grande prazer!

Ficou com água na boca? Algumas dicas para harmonizar sua sobremesa favorita:


Sobremesas muito doces como chocolate e caramelo tendem a sobrepor a maioria dos vinhos, por isso pedem vinhos de muito corpo e personalidade. 


Sobremesas a base de frutas ficam deliciosas com vinhos elegantes e com boa acidez.



Bolos de chocolate ou sobremesas a base de frutas secas ficam deliciosos com tintos passificados.


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vinhos doces e licorosos, o "gran finalle"

Normalmente os vinhos doces são a surpresa da noite, o grande encerramento de um jantar. Eles podem ir além de um acompanhamento, podem ser a própria sobremesa!
A doçura dominante destes vinhos provém parcialmente do açúcar residual (não fermentado). Outra substância doce contida nos vinhos de sobremesa é o próprio álcool. O doce e o álcool em maiores proporções adormecem as papilas gustativas. Por isso, é muito importante que um vinho doce tenha também uma boa acidez, principalmente se estiver pensando em usá-lo em harmonizações. O grande segredo de um bom vinho de sobremesa é manter o equilíbrio entre acidez e doçura. 
A doçura do vinho doce deve ser complementada pelo prato. O sal contrasta muito bem com o açúcar e o resultado pode ser a deliciosa combinação com queijos fortes e salgados como os queijos azuis. Alguns vinhos doces chegam a harmonizar até mesmo com pratos salgados e gordurosos, o caso mais clássico é a harmonização de Sauternes e foie gras.
Existem vários tipos de vinhos doces, licorosos e fortificados. São vinhos de elaboração mais complexa e frequentemente podem receber adições de álcool vínico.
O Vinho do Porto é o mais famoso dos fortificados e existe em versões que vão do branco seco ao tinto doce, passando pelo oxidado. Em seguida vem o Jerez (Xeres) que tem ainda mais variedades que o Porto. O Jerez é feito sempre a partir de uvas brancas e vai do Fino Seco aos cremosos super doces.
Alguns vinhos licorosos além de usados como digestivos, são também muito conhecidos na culinária, caso do Marsala e do Madeira. Os vinhos fortificados são produzidos a partir da adição de álcool vínico e sua alcoolicidade pode superar 20%, por isso é melhor consumir com moderação.
Já os vinhos de colheita tardia são obtidos a partir de uvas com elevada concentração de açúcar, podendo ser passificadas, sobrematuradas ou botrytizadas. Entre eles podemos citar os Sauternes, Passitos, Icewines,  alguns Vinhos Santos italianos e os Moscatéis.
Seja qual for o seu gosto, e menu do seu jantar, tenha sempre um bom vinho doce para proporcionar um gran finalle. Aproveite!

La Dolce Vita Sauternes 2001 
Região Sauternes/França.Uvas: a suavidade da Semillon 90%, o nervo da Sauvignon 10% e pequena porção de Muscadelle. Cachos de uvas colhidos 1 a 1 durante 2 meses, com 6 a 7 passadas. 30 meses de barril. Vinho levemente filtrado para manter seu fruto, sua riqueza e complexidade. Vinho top da linha Clos Dady. Doce, com aromas complexos mel, geléia, e frutos exóticos. Ataque pleno e saboroso na boca com bela untuosidade. Rico frutado. Finesse e equilíbrio.  
“Um vinho de celebração, irresistível, viril”.