Loja virtual

Leia também

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Turismo Enogastronômico – Toscana - Parte II

Algumas dicas para quem quer passear pela Toscana. O troca troca de hotéis acaba sendo desgastante, fora o tempo perdido em check-in e check out. Busque um hotel bem localizado, próximo das cidades que pretende visitar e faça dele sua base. Existem antigos castelos transformados em hotéis que além de charmosos e totalmente dentro do contexto de uma viagem pela Toscana, são fora das cidades maiores e tem acesso e estacionamento fácil. Procure algum nas proximidades de Monteriggione e estará a aproximadamente 30km de San Gimignano, de Volterra, de Greve in Chianti, ainda mais perto de Castelina in Chianti e apenas 20Km de Siena.
Firenze é um pouco mais afastado, 60km, mas aí não tem como fugir, a cidade é maior e precisa de mais de tempo para ser apreciada. Procure um hotel por lá, ficar entrando e saindo da cidade de carro é complicado. Encontre um estacionamento de fácil acesso e só pegue o carro quando for embora. Hoje é mais fácil organizar viagens, através da internet podemos pesquisar tudo, inclusive qual estacionamento estará mais próximo ao hotel e melhor caminho para acessá-lo. Sem falar no indispensável GPS!
Outra cidade que merece ao menos uma noite é Montalcino, afinal é irresistível um bom jantar harmonizado com um belíssimo Brunello. Assim dá para beber a vontade sem se preocupar em ter que dirigir pelas estradas cheias de curvas da região.
Ao visitar San Gimignano não deixe de subir a torre, a vista lá de cima é de tirar o fôlego. A Basílica é linda e os afrescos do antigo e do novo testamento são maravilhosos. A cidade tem restaurantes deliciosos, mas guarde lugar para o “melhor sorvete do mundo” na Piazza della Cisterna. A sorveteria tem fila 24 horas por dia, mas o serviço é muito rápido.
Falando em comida, para os carnívoros de plantão, a visita a Chianti pede uma parada um Panzano in Chianti. A cidade é minúscula, mas o melhor açougueiro da Itália, Dario Cecchini, é o grande responsável pelo grande movimento de pessoas. O restaurante Macellaria Cecchini é simples e a comida (carne + carne!!) impecável. A filosofia é mostrar que se pode comer bem pagando pouco. Objetivo cumprido à risca. Durante o almoço duas opções de prato que são deliciosas e muito fartas, mas quem anima ficar para o jantar tem que experimentar a famosa bisteca Fiorentina. Não deixe de levar seu vinho, o restaurante aceita de bom grado que traga seu vinho preferido.
Para ficar com água na boca:

Mocali Brunello di Montalcino 2004 Docg
Região: Montalcino/Toscana/Itália. Uva: 100% Sangiovese Grosso (Brunello).
Wine Spectator 91pts. “No nariz, groselha, frutas e flores. Encorpado, com muita fruta madura e sabores de passas. Maduro e rústico”.
Wine Enthusiat 92 pts: “Carregado com aromas de groselhas secas, cereja, cassis, terra molhada e flor azul, este Brunello reflete belamente suas raízes toscanas. Há profundidade e dimensão ao paladar.”
O aroma é puro, fresco e acolhedor. Na boca, o vinho oferece belas qualidades de fruto reforçada pelo envelhecimento nos grandes tonéis de carvalho esloveno. O vinho é muito expressivo e muito longo, mesmo nesta fase inicial, com taninos muito finos, em um final incrivelmente elegante.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Hora da Verdade


Nossos sentidos são muito sugestionados por informações externas. São os estímulos que nosso cérebro recebe e já começam a ser decodificados encima de informações já conhecidas. Por exemplo, quando você vê um copo de coca-cola você já imagina o gosto que vai sentir e acaba sendo um processo automático, sem surpresas.  Mas e se você não sabe o que vai beber? Todos os sentidos serão explorados, o olfato, a visão e o paladar.
No caso dos vinhos, é um exercício de memória, atenção e muitas associações. Desvendar os mistérios do líquido que se encontra em sua taça pode ser um grande prazer, mas também uma prova de humildade. A avaliação será feita, exclusivamente, através dos seus sentidos e, é nessas horas que percebemos que nem sempre o mais caro ou mais famoso é o que mais gostamos. O gosto é muito pessoal, cada um tem suas preferências e não necessariamente são as mesmas das revistas ou experts. Resultados de degustações às cegas são sempre polêmicos e não é raro vinhos caros ficarem atrás de vinhos mais “comuns”. Experiências já foram feitas para mostrar o tamanho da influência das informações que recebemos. Vinhos brancos com corante vermelho sem cheiro e sabor confundem profissionais que ficam sugestionados em avaliá-los como se fossem tintos. Um mesmo vinho colocado em garrafas de preços diferentes também. O vinho na garrafa de um grand cru vai facilmente receber uma avaliação muito mais positiva e cheia de elogios que o pobre vinho de mesa.
É com essa filosofia que a Famiglia Martini trabalha na Casa do Vinho. A seleção de seus vinhos é sempre pensando no precioso néctar que ali se encontra e não se prende a rótulos e marcas, principalmente aquelas que são resultado de grandes investimentos em marketing. Nossos vinhos são sempre degustados e avaliados em sua essência e por sua qualidade. Muitas vezes temos uma grata surpresa de ver que vinhos por nós “garimpados” há tempos hoje figuram em matérias de revistas e jornais internacionais com premiações em concursos. Mas, nunca deixamos de lado os pequenos produtores, que fazem seus vinhos com imensa dedicação, muitas vezes de forma ainda artesanal. São verdadeiras jóias que tem lugar garantido em nossas prateleiras. É com essa confiança que nossas degustações são feitas às cegas. Além disso, este tipo de prova nos força a tentar identificar os vinhos de alguma maneira. De onde será? Qual a uva? E a safra? Acaba sendo também muito divertido!
Por isso, explore mais seus sentidos e procure a qualidade acima de qualquer rótulo, você pode ter o mesmo prazer gastando muito menos!

Para impressionar na degustação às cegas:


Velenosi Brecciarolo Gold Rosso Piceno Superiore DOC 2007 
Região: Marche/Itália. Afinamento em barricas de carvalho por 24 meses. Uvas: Montepulciano e Sangiovese. Cor: Vermelho rubi com reflexos granada. Bouquet: Intenso com toques de baunilha e frutas vermelhas. Aromas: Palpitantes notas de groselha, alcaçuz, tabaco, canela e noz-moscada. Na boca, seu sabor persistente, quente e cheio de corpo, faz este vinho marcante e harmônico ao mesmo tempo. Gambero Rosso: 2 Bicchieri Rossi