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sábado, 27 de maio de 2017

Os vinhos do casamento

Vocês se conheceram, namoraram e vão se casar em breve com a intenção de viverem juntos pelo resto de suas vidas.

Quando chega o grande dia o buffet está incrível, os noivos emocionados e o vinho... bem, o vinho foi aquela parte menosprezada na festa, escolhido pelo preço baixo e que vai dar a maior dor de cabeça no dia seguinte.

Esse não é um cenário muito bom para se guardar na memória!

Para que não haja erro na escolha do vinho, é importante prestar atenção em algumas coisas:

- O vinho é tão importante quanto a comida.
Não importa se vai haver outras bebidas, se "só meu pai, meus tios e minha prima" bebem vinho. Uma escolha ruim pode deixar a comida ruim também. Quando o vinho é bom mais pessoas bebem, gostam da festa e carregam lembranças boas do seu casamento.

- O vinho precisa estar à altura do buffet.
Se o seu buffet é simples, regional ou sofisticado não importa. O vinho precisa estar à altura dele. Comidas mais simples pedem vinhos mais simples e as sofisticadas, vinhos mais sofisticados.

- O vinho não precisa harmonizar com cada prato servido.
Normalmente há bastante variedade de comidas em um buffet de casamento. Vai ser bastante difícil encontrar um vinho que harmonize com tudo. Se puder, tenha dois rótulos, se não puder, harmonize com o prato que será o mais consumido (a carne principal, por exemplo) ou ofereça apenas espumante, que refresca, é sinônimo de festa e não vai brigar com a comida.

- Quando pensar no menu, pense no vinho junto.
Consulte um sommelier para te orientar em relação ao cardápio. Ele pode dar dicas preciosas.

- Não sirva espumante ou champagne apenas para o "brinde dos noivos".
A festa é dos noivos, mas todos estão ali para comemorar junto, certo?

- Não sirva muitos tipos de vinhos.
O ideal é apenas um espumante para ser bebido o tempo todo e um tinto (ou branco) para a comida. Em um casamento o serviço de vinhos sempre sai prejudicado e e impossível saber em qual taça de quem está qual vinho. Evite fazer "assemblages" inadvertidos...

- Não pense apenas no preço.
Pense em custo-benefício: compre o melhor em qualidade pelo melhor preço. Entenda o limiar entre qualidade e preço e não se engane; vinhos muito baratos não tem qualidade.

- Não pense apenas no seu gosto pessoal.
Se os noivos não bebem vinho branco não significa que isso tenha que valer para todos os convidados. Você escolheu o menu pensando em todos os gostos dos seus convidados, correto? Então porque com o vinho é diferente?

- Compre o vinho em uma loja de confiança.
E não apenas para o seu casamento, essa é uma regra para levar para a vida.

- Use o sommelier.
Ele é o profissional do vinho e está acostumado com esse tipo de evento que para você acontecerá apenas uma vez.


Na Casa do Vinho temos uma sommelière e gastróloga disponível para te orientar na melhor compra. E você nem precisa sair de casa para falar com ela. Entre na loja virtual e bata um papo sobre o seu casamento.





quarta-feira, 17 de maio de 2017

Samurai Gourmet

por Gilmara Vesolli, gastróloga e sommelière da Casa do Vinho Famiglia Martini


Na fase em que o Brasil passou por uma ascensão econômica foi possível observar o fenômeno da Pirâmide de Maslow* a olhos vistos.

Uma vez que abandonemos (ainda que não muito) as preocupações básicas de subsistência, passamos a gastar mais tempo - e dinheiro - com coisas menos essenciais, entre elas, a Gastronomia.

Já há alguns anos que é possível encontrar em cada esquina um restaurante com comida mais bem preparada ou "gourmet", food truck gourmet, coxinha gourmet, churros goumet, pastel gourmet, uma infinidade de congelados gourmet, sorvete gourmet, cachorro quente gourmet, empada gourmet.

Cansou de ouvir essa palavra? Pois é. É o "raio gourmetizador" que caiu e deixou benefícios e malefícios.

A explosão dos cursos superiores ou de formação profissional na área da gastronomia formou centenas de pessoas que saíram das escolas cheias de energia e vontade de inovar e transformar. E a cozinha profissional sem dúvida ganhou muito com isso.

A perda foi em relação aos preços já que tudo o que o raio gourmetizador toca passa a valer pelo menos o dobro do preço. E também perdeu-se o prazer da simplicidade, as inocentes, românticas e deliciosas lembranças da infância, de quando um pacotinho de suco artificial congelado representava um prazer inigualável.

Tente comprar um chupchup (sacolé, geladinho ou outro sinônimo da sua região) hoje em dia e inevitavelmente você vai se deparar com a gourmetização: o mesmo pacotinho da infância, mas dentro dele, suco de limão siciliano, chá verde com frutas vermelhas ou frutas orgânicas colhidas por gêmeas siamesas. Moedinhas já não o pagam e o sabor da lembrança já não é mais o mesmo.

Nem tudo o que comemos precisa ser sofisticado, caro e super elaborado. A maior parte das boas lembranças ligadas à comida que eu ou você temos remete à comida do dia-a-dia. 

Comida gourmet pode atiçar os sentidos, fazer-nos viajar à um mundo cheio de sensações inimagináveis e extremamente saborosas. Mas ninguém deseja de verdade estar supersensível o tempo todo.

Um série japonesa criada pela Netflix traz uma experiência gastronômica atípica. Não se trata de uma superprodução relatando o dia-a-dia de chefs badalados ou cozinhas superdisputadas. 

É uma história simples a respeito de um recém aposentado que pela primeira vez na vida tem seu tempo livre de preocupações e resolve comer por prazer, seja onde for.

Um adjetivo basta para descrever os episódios curtos de cerca de 20 minutos: delicadeza. 

A série é feita para assistir e relembrar de seus próprios prazeres gastronômicos comuns, diretos e autênticos. Que quase sempre são os melhores. 




*https://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia_de_necessidades_de_Maslow








segunda-feira, 8 de maio de 2017

Promoção de Inverno

Para algumas regiões do país o inverno já chegou. Para outras, o frio está agradável e iniciando. Mas para todo mundo, encher a adega agora é o melhor a fazer para se preparar para o frio.

Por isso lançamos uma super promoção de inverno. Você compra duas garrafas e leva uma terceira de presente. Não é demais?

O desconto é de 33%, então não perca! Alguns dos rótulos em promoção já acabaram, mas ainda temos muitos. Corra lá!

http://loja.casadovinho.com.br/departamento/321/promocao-de-inverno





quarta-feira, 3 de maio de 2017

Baco, o Deus do Vinho.

A história de Baco, ou Dionísio, o deus do vinho, é cheia de percalços, muito bacanal, muito... de tudo. Era de se esperar que o deus dos excessos e da luxúria tivesse uma história nada monótona.


          

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Curiosidades Sobre o Vinho

Das leveduras ao Código de Hamurabi, o vinho tem mesmo muitas curisidades!
Assista ao vídeo e se inscreva no nosso canal!Toda segunda feira as 9h, um novo vídeo.

         

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Luiza Responde

Dúvidas comuns relacionadas ao vinho são respondidas por Luiza Martini nesse vídeo.
Inscreva-se em nosso canal e veja toda segunda, as 9h, um novo vídeo.

           

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Malbec, muito além da Argentina.

A Malbec argentina é tão difundida que muitas pessoas acham que sua origem é esta. Bom, então está na hora de conhecer Cahors!


Cahors é uma região na França que fica próxima a Toulouse, aproximadamente 200 km de Bordeaux. A uva foi descoberta por um húngaro chamado Malbeck, daí a origem do nome. 


Os vinhos provenientes desta uva são muito escuros, concentrados, quase translúcidos. Possuem delicioso frescor, taninos vivos, boa acidez e grande potencial de envelhecimento. São elegantemente frutados com toques florais (violeta) e de especiarias. 

Dependendo do estágio em barricas, notas de couro e toques terrosos com o passar dos anos. A legislação atual permite que se faça um corte da Malbec com até 30% de Merlot e/ou Tannat, mas obedecendo sempre um mínimo de 30% de Malbec.

Que tal experimentar? 



Tannat, muito além do Uruguai.

Assim como acontece com a associação da Malbec com a argentina, as pessoas costumam identificar a Tannat ao Uruguai. 

Porém seu berço é Madiran, na França. A região fica ao sul de Bordeuax, em direção aos Pirineus.


Os vinhos produzidos ali têm a Tannat como sua base. São tintos de cor intensa, poderosos, tânicos (daí a origem do nome), com acidez viva e muito longevos. 
No séc. XI a região produzia vinhos rústicos e em grande quantidade, que eram muitas vezes usados para complementar vinhos de outras regiões. 

Em 1948 começou a estruturar suas atividades e foi introduzida a apelação de origem.  
Mas foi na década de 80 que passou a produzir vinhos de calibre. 

A legislação permite que sejam produzidos vinhos com no mínimo 60 a 80% de Tannat, e corte com as uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc ou a uva local Fer Servadu (Pinenc).


Deu curiosidade? Venha abrir seu leque de conhecimento e confira as novidades da Casa do Vinho Famiglia Martini.


Divoto Riserva Speciale 2009

Por Luiza Martini, sócia e proprietária da Casa do Vinho – Famiglia Martini

Obtido de Negramaro e Montepulciano (Doc de Copertino), foram produzidas somente 9.800 garrafas, na Itália. Inicialmente, fermentação em grandes cubas de carvalho esloveno; descansa em carvalho francês antes de ser submetido ao afinamento em garrafa durante um ano.  

Após sete longos anos de espera, está finalmente pronto para beber.

"A safra 2009 ficou conhecida como muito difícil, mas conseguimos produzir essas garrafas, resultado, mais do que nunca, de um intenso e dedicado trabalho na vinha. Verdadeira joia que, desde 1º de janeiro de 2017, delicia os entusiastas mais exigentes", diz o enólogo Maximiliano Apolonio.

No nariz, intenso, e na boca é ao mesmo tempo elegante e austero. O Divoto Riserva Speciale 2009 é rico em nuances: vermelho rubi com toques granada, notas de rosas e frutos vermelhos, tabaco e especiarias. 

Harmoniza com queijos e pratos bem estruturados. Pode facilmente ser interpretado como um vinho de meditação. 

Isto na verdade é o julgamento de Joseph Balthasar, médico, ensaísta e orador da Associazione Italiana Sommelier, que, no inicio de janeiro de 2017, conduziu a degustação de lançamento: 

"A combinação vencedora de Negroamaro e Montepulciano, produz um vinho de grande personalidade, surpreendente, vibrante, cheio de energia no olfato e paladar e ainda jovem. Um vinho para ocasiões especiais, destinado a durar, se não fosse pelo fato de terem sido fabricadas algumas poucas garrafas...”


10% desta produção encontra-se agora nas adegas da Casa do Vinho. 

Venha conhecer e aproveitar essa joia rara!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Origens dos nomes das uvas

Vamos conhecer um pouquinho sobre os nomes das uvas que produzem vinhos que amamos!

Sangiovese – deriva do latim sangue de Jove (Júpiter).

Merlot – provavelmente vem do diminutivo de Merle, nome francês do pássaro preto Melro e pode ser referencia a cor da uva.

Primitivo – deriva de Primativus e se refere à tendência de amadurecer antes das outras uvas.

Tempranillo – vem de temprano, também se refere à tendência de amadurecer primeiro.

Nebbiolo – vem de nebbia ou neblina em italiano. Durante a colheita costuma se formar uma neblina densa no Langhe, onde estão muitos vinhedos da nebbiolo.

Tannat – vem de tanino, característica marcante dos vinhos que produz.

Alguns nomes dão dicas do que podemos encontrar dentro da garrafa. A tannat é um bom exemplo. Outros nomes já podem causar confusão, pelo menos para nós, brasileiros. 

Por isso fique atento, o vinho feito da uva Dolcetto não tem nada de docinho. A uva soave também não produz vinhos suaves.

Já que citamos algumas uvas bem interessantes, porque não conhecer na prática um pouco mais?






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