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terça-feira, 21 de março de 2017

Mitos do Vinho: O fundo da garrafa tem a ver com a qualidade do vinho?

Com certeza alguém já te falou que vinho bom tem que vir na garrafa com fundo grosso e bem côncavo.

Existem diversas teorias a respeito da utilidade do fundo das garrafas, algumas beirando o bizarro, como a que diz o fundo da garrafa profundo é feito para que o vinho possa ser servido.              
               
     
                  


Não! A posição é extremamente desconfortável e há pouca firmeza na hora de servir o vinho segurando a garrafa pelo seu fundo. Pessoas que fazem isso talvez precisem abandonar o serviço de garçom e tentar uma vaga como malabarista.

Existem muitas possíveis justificativas para esse fundo na garrafa e não estão relacionadas à qualidade ou serviço do vinho.

Poderia ser para separar o vinho dos sedimentos, mas isso não justificaria a mesma garrafa ser usada para os brancos.

É para dar resistência, então? Isso só se justifica para os espumantes, que precisam de garrafas super resistentes devido à pressão que sofrem.

Na realidade o fundo côncavo é fruto do processo artesanal de produção, na época em que os vidros eram soprados. Hoje o fundo mais pronunciado acaba resultando em garrafas mais robustas e que aparentam ser maiores e sugerem qualidade. Ao olhar uma garrafa destas, você já se convence que o vinho é bom!


Então hoje, este tipo de garrafa é uma bela jogada de marketing. O que nem sempre vai significar que o vinho lá dentro é proporcional a embalagem.

A maneira mais segura de saber se o vinho tem ou não qualidade, portanto, continua sendo saber sobre o produtor, o importador e o lugar onde você compra. Se cada um nessa cadeia tiver qualidade...

                    

quarta-feira, 15 de março de 2017

Variedade ou Terroir?

Você com certeza já reparou que nem toda garrafa de vinho menciona o nome da uva da qual ele é feito, certo? Mas porque isso acontece?

Quando pensamos na longa história do vinho e da sua produção, vamos ter que pensar em um passado bem distante, na Europa e no conceito de Terroir.

Se você perguntar para um bordalês de que uvas é feito seu vinho ele provavelmente vai dizer “com as uvas de Bordeaux, oras!”. Isso porque nas regiões históricas há legislação a respeito de quais uvas podem ser plantadas, então não há pinot noir em Bordeaux, nem cabernet na Borgonha, por exemplo.

Portanto o vinho de Bordeaux só pode ser feito com as uvas autorizadas lá. E é assim por toda a Europa. Seria redundante mencionar no rótulo quais são as uvas uma vez que o nome da região já é mencionado. Quando você bebe um vinho europeu você está bebendo a “região”, não apenas as uvas. 

Já no Novo Mundo a história foi bem diferente. Primeiro porque já havia toda uma tradição vinícola construída durante séculos na Europa. Lá eles já sabiam o que plantar em cada terroir muito antes da América ser descoberta. Quando começou a surgir os vinhos no Novo Mundo, mencionar uma região não tinha significado nenhum, ao contrário da Europa. Quem iria ligar se o vinho vinha do Vale Central no Chile ou da Califórnia, nos Estados Unidos?

Foi aí que os vinicultores, numa boa estratégia de marketing resolveram promover a uva ao invés da região. E funcionou tanto que muitos produtores europeus passaram a mencionar as uvas além da região.

É daí também que vem nossa “mania” de querer saber de quais uvas são os vinhos. Isso traz pra gente, acostumados à essa menção no rótulo, um certo conforto, um “já te conheço”, uma segurança na hora da compra.


Muito mais importante do que haver ou não a menção do nome da uva, é uma coisa apenas: o vinho tem qualidade? 

Se tem, esqueça o resto. Ou estude um pouco a respeito das regiões e das uvas das quais você nunca ouviu falar. Assim, além de escolher melhor seus vinhos, você vai adquirir mais conhecimento e mais cultura, coisas que sempre caem muito bem com vinho.
;)


terça-feira, 7 de março de 2017

Harmonizações Clássicas

Existem pratos que nasceram para ser harmonizados com certos vinhos.

Quando pensamos em como a cozinha evoluiu nas regiões mais clássicas é possível entender porque a harmonização da comida local com o vinho local é tão boa. 

Por vezes encontramos a comida sendo adaptada ao vinho local. Noutras, o vinho local sendo adaptado à comida. De uma maneira ou outra com o passar das muitas décadas e até séculos, comida e vinho tornam-se tão indissociáveis como um daqueles casais que todo mundo já viu: um completa a fala do outro, têm as mesas peculiaridades e se tornam até fisicamente parecidos.

Aqui estão algumas sugestões de pratos da França, Itália e Portugal e suas harmonizações clássicas. 
Mas fique atento! Para que a harmonização funcione, procure preparar o prato da mesma forma e com os mesmos ingredientes usados na região! E claro, harmonize com os nossos vinhos.

França:
- Chablis e ostras: A mineralidade e acidez da Chardonnay no Chablis faz um casamento divino com as ostras frescas.


- Coq au Vin: esse clássico da gastronomia francesa fica maravilhoso com um Borgonha mais estruturado.




Itália:
- Bistecca ala fiorentina com Chianti Classico: nada melhor que harmonizar o prato clássico da Toscana com um dos vinhos mais clássicos da região.
    

- Brasato ao Barolo com... Barolo, claro: receita típica do Piemonte e que harmoniza com o mais famoso vinho local. 

Está com pena de colocar seu Barolo na receita? Nós sabemos... Por isso a receita leva um vinho da mesma uva, nebbiolo. Confira a receita no final do post.


Portugal:
- Sardinhas na brasa com Vinho Verde: sardinhas frescas e braseadas e um bom vinho verde! É para comer de joelhos!


- Queijos Roquefort e Stilton com Boal: o vinho da Madeira, tão pouco apreciado por aqui, fica divino com esses queijos de sabor intenso e salgados graças à doçura e sabor marcante do Madeira.


Deu água na boca? Não precisa! Entre na loja virtual, compre os seus vinhos e aproveite as melhores harmonizações!



Receita Brasato al Barolo


Ingredientes
  • 1 peça de lagarto de cerca de 1 kg
  • 1 garrafa de nebbiolo (compre AQUI)
  • 60 ml de conhaque
  • 6 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 2 cenouras em rodelas
  • 2 folhas de louro frescas
  • 3 talos de salsão picados
  • 1 ramo de alecrim fresco
  • 1 colher (chá) de pimenta-do-reino em grãos
  • 1/2 pau de canela
  • 4 cravos-da-índia
  • 2 cebolas médias descascadas e cortadas ao meio
  • sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

1.      Numa panela pesada e com tampa, com capacidade para 3 litros, coloque o lagarto, o vinho, o conhaque, metade do azeite, a cenoura, o louro, o salsão, o alecrim, os grãos de pimenta amassados e a canela. Espete um cravo-da-índia em cada metade de cebola e junte aos demais ingredientes. Tampe a panela e deixe na geladeira de um dia para o outro.
2. Duas horas antes de cozinhar a carne, retire a panela da geladeira (desde que a temperatura ambiente esteja fresca). Retire a carne da marinada e seque-a com toalha de papel; despeje o marinada em outro recipiente.
3. Coloque o azeite restante na panela, deixa aquecer e junte a carne, dourando de todos os lados (use uma pinça grande para virar a carne). Tempere a carne generosamente com sal e pimenta-do-reino moída na hora. Junte a marinada na panela (por ser muito predominante, elimine a canela), espere ferver, reduza bem o fogo e deixe cozinhar com a panela tampada por cerca de 3 horas. Vire a carne de vez em quando e preste atenção para que o líquido não evapore muito, para ser usado como molho.
4. No momento de servir, coloque a carne sobre uma tábua e corte-a em fatias grossas. Acompanhe com uma massa na manteiga ou com polenta, regando com o molho. Para preparar o molho, elimine as partes sólidas e deixe reduzir um pouco em uma panela.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

As origens do Carnaval

Uma das origens do Carnaval são as festas dionisíacas, ou bacanais para os romanos, em louvor à Baco, deus do Vinho. Saiba mais sobre essa nobre origem da nossa festa mais popular nesse vídeo.

     


Confira também os vinhos sugeridos:

Brancohttp://loja.casadovinho.com.br/produt...

Roséhttp://loja.casadovinho.com.br/produt...


Tintohttp://loja.casadovinho.com.br/produt...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Les Faîtires, nosso produtor premiado!


Nosso produtor francês, Les Faîtières acabou de ser premiado!

No dia 31 de janeiro de 2017 o "prêmio de excelência" do concurso geral agrícola foi para a adega "Les Faîtières" em Orschwiller - Kintzheim - Saint-Hippolyte, Grands Vins et Crémants Alsace.

Os prêmios de excelência são concedidos anualmente para os produtores, que alcançaram os melhores resultados em sua categoria durante as três últimas edições do Concours Générale Agricole, para esta premiação: 2014, 2015 e 2016.

A seleção considera o número e nível de medalhas, ouro, prata e Bronze, o total, sendo, em seguida, dividido pelo número de amostras apresentadas.

O prêmio de excelência distingue a regularidade na excelência, um fabricante ou uma empresa.

No que se refere a viticultura, este prêmio é atribuído a um único vencedor de algumas das regiões vinícolas francesas. 

Para o ano de 2017, os vencedores, para todas as regiões da França (Métropole, DOM-TOM, Iles...) são apenas 34, dos quais apenas 14 produtores de vinho, cada uma das diferentes regiões.

Parabéns a eles, a nós, que trazemos com exclusividades seus vinhos para o Brasil e à você, que tem em mãos esses maravilhosos exemplares! Confira!






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