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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Aglianico – O Barolo do Sul


A casta Aglianico tem sua origem na Grécia e é cultivada no sul da Itália, principalmente na região da Basilicata, onde as videiras plantadas nas encostas do Monte Vulture (um vulcão extinto) trazem grande influência do terroir. O método de orientação das cepas sobre postes com as plantas formando pirâmides é único e permite que seus frutos de primeira qualidade amadureçam de forma melhor que sobre estruturas de arame. O resultado são vinhos intensos, complexos e de personalidade. Muitos consideram estes vinhos, que podem envelhecer por 15 anos, os Barolos do sul da Itália. Com o passar dos anos estes vinhos ficam mais característicos e as notas de defumado ficam cada vez mais intensas. 
Apesar de ser ainda uma casta pouco difundida no Brasil, a Aglianico tem lugar garantido nas adegas de apreciadores. Infelizmente apenas cerca de 10% da região produz vinhos de qualidade, mas a Casa do Vinho garimpou preciosidades. Ainda não experimentou?
A Casa do Vinho | Famiglia Martini importa os vinhos da vinícola D’Angelo e minha dica desta semana é o sensacional Aglianico Riserva Caselle DOC 2003. 2 anos em tonéis grandes. Cor rubi intenso e brilhante, nariz complexo e profundo com aromas de cereja e marasca que se fundem com fragrâncias mediterrâneas, alcaçuz e complexos tons minerais. “Na boca, quente, envolvente, taninos elegantíssimos, quase austeros, mas, sobretudo elegante, aveludado, extraordinariamente persistente”. Excepcional harmonia com o passar dos anos, longa guarda: 10 a 15 anos. 

Fonte: Vinhos- André Dominé

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Noivas e a escolha de vinhos para o casamento

Vai chegando a hora e como as preparações para a festa do grande dia são muitas, às vezes as noivas acabam não se dedicando muito à escolha das bebidas.
Assim como o bufê é escolhido com critério, as bebidas também merecem uma atenção especial, afinal além de “embalar” a festa, a harmonização com salgadinhos e o jantar é importante. Claro que vai ser uma harmonização mais genérica, pois na maioria das vezes apenas um tipo de espumante e um tipo de vinho será servido.
O espumante ideal para servir é Brut (seco), pois além de agradar à maioria dos convidados, vai combinar melhor com comidas salgadas. Outra dica importante, a qualidade dos vinhos deve ser proporcional ao bufê, não dá para servir comida de “primeira” com espumante de “quinta”! Se optar por também servir vinhos tintos, a regrinha de qualidade é a mesma, porém a escolha do vinho tinto é sempre mais complexa, pois as opções são muitas e as dúvidas também. Os questionamentos mais comuns são: Tenho que colocar espumante, branco e tinto? Qual a quantidade? Leve ou encorpado? Seco ou suave? E por aí vai. Por isso, muita calma nessa hora!! A primeira dica é sempre procurar por vinhos mais clássicos e elegantes, assim não tem muito por onde dar errado. Procure as melhores opções dentro do seu orçamento e nunca deixe de experimentar, afinal a festa é sua e você também vai beber!
Alguns vinhos são bem coringas no quesito harmonização como alguns italianos. Os franceses são uma boa opção de estiver disposta a gastar mais. Já os chilenos e argentinos são mais “auto-suficientes” e, às vezes, menos gastronômicos, mas são sempre boas opções a preços mais acessíveis.
Para esclarecer suas dúvidas a equipe da Casa do Vinho - Famiglia Martini se coloca a disposição. Venha até uma de nossas lojas para conhecer melhor nossos produtos e dicas, será um prazer ajudá-la!

Sugestões da Casa do Vinho - Famiglia Martini para o mês das noivas:
- Espumante Chatel nouve (Argentina)
- Alempue Pro Cabernet/Merlot (Chile)
 
- Espumante Iris Terre Casonato Rose Brut (Itália)
- Illuminati Riparosso Montepulciano d’Abruzzo (Itália)

Para mais sugestões e dicas, entre em contato conosco:
Av. Bandeirantes 504 Mangabeiras - tel 31 3286-7891
Av. Bias Fortes 1543 Barro Preto - tel 31 3337-7177 
Belo Horizonte - MG 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Visita ao Mas du Soleilla

Após quatro dias de muito trabalho na Vinitaly, nada como uns dias de descanso. Nossa escolha não poderia ter sido melhor, ficamos dois dias hospedados no Mas Du Soleilla em La Clape, Languedoc. Considerado pela Wine Spectator 2007Melhor Produtor do Sul da França”, alia a produção com serviços de enoturismo. Além da beleza natural da região, a calma e a tranqüilidade do local foram reconfortantes. 
Acordar cedo, abrir a janela e se ver cercado de vinhedos e com vista para o mar Mediterrâneo ao fundo é de tirar o fôlego. Hospitalidade nota mil e ainda passeios pelas vinhas junto com Peter Wildbolz, o produtor, que fez questão de nos mostrar cada pedacinho de suas terras. Tivemos verdadeiras aulas in loco, uma imersão no mundo dos vinhos.
Acompanhar de perto cada detalhe do seu trabalho, ouvir seus depoimentos e tentar compreender sua visão sobre a produção foi uma experiência muito enriquecedora. Peter tem formação de engenheiro agrônomo e larga experiência na produção de vinhos. 
Seus olhos estão sempre atentos a tudo que se passa em seus vinhedos e cada um tem sua historia, como o Clôt de L’Amandier, todo cercado por vegetação nativa exuberante, já foi fundo de lago e a 100 anos atrás já existia ali um vinhedo, mas com a crise de 1929 foi substituído por uma plantação de amêndoas. Com a entrada das amêndoas americanas, mais baratas, no mercado francês, a produção foi interrompida e há aproximadamente 50 anos novas vinhas foram plantadas ali. Hoje resta apenas um exemplar de amendoeira e um vinho cujo nome carrega um breve resumo de sua história.
Além das experiências em campo tivemos também ótimas experiências na mesa. Nossos jantares, além de deliciosos e sempre em agradáveis companhias, harmonizados com os vinhos da vinícola. Para nossa surpresa, tivemos o prazer de provar vinhos que infelizmente não são mais produzidos e vão ficar na memória.  Provamos também o La Reserve Blanc de safras variadas e pudemos acompanhar e nos encantar com sua evolução. Em seguida uma degustação de diversos vinhos da Soleilla e para terminar, um jantar especial, perna de porco selvagem harmonizado com Clôt de L’Amandier. Muita conversa, muitas risadas e muitas histórias para contar.
No segundo dia fomos ver de perto seus galpões de produção, envelhecimento e estocagem. Mais uma aula detalhada de como tudo acontece. Mas Peter gosta de frisar que o trabalho mais importante é o da natureza e que ele tenta interferir o mínimo possível. Seus novos planos incluem alterações na estrutura da vinícola, tanto na parte social para aumentar o número de quartos para hospedes como na parte produtiva. Ficamos sabendo de primeira mão de seus planos para um novo processo de amadurecimento dos vinhos, onde ele pretende eliminar as barricas para tirar toda influência do carvalho deixando seus vinhos ainda mais puros. Pelo que pude conhecer do seu trabalho, tenho certeza que boas novidades virão num futuro próximo.

Gostaria de dedicar este post a Peter e Christa pelo carinho com que fomos recebidos e por tudo que aprendemos por lá.

Por: Luiza Martini

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Minha Experiência na Vinitaly - Últimos dias

O terceiro dia começou com uma visita a outro produtor parceiro de muitos e muitos anos, o Illuminati. Seus vinhos, mais uma vez, maravilhosos e é até difícil apontar os destaques mas, vamos tentar. O branco Costalupo 2011 estava ótimo, muito fresco e seco. O Riparosso 2010, como sempre, um Best Buy. Os 3 Bicchieri Zanna 2007 e Pieluni 2007 estavam simplesmente divinos, se falar no complexo e sempre muito especial Lúmen 2007. Uma curiosidade foi o branco Daniele 2007, com nariz doce e seco na boca, tem tanta intensidade que pode acompanhar até carne vermelha.
Armando e Luiza Martini com Piergiorgio (Castellani)

Parada também para conferir as novas safras dos vinhos do Castellani. Confirmamos nossas expectativas de encontrar vinhos elegantes e equilibrados, sempre clássicos. Destaque para o Chianti Superiore Burchino 2009 e o Toscano Villa Puccini 2008. Vinhos que agradam a todos os paladares e são ótimas pedidas para jantares e festas.
Armando, Vera e Luiza Martini com Giuseppe (Ca del Monte)


Outra parada sempre muito aguardada é no produtor de Amarones Ca Del Monte, que além de seus incríveis Amarones, produz também deliciosos Valpolicella. Destaque para o Ripasso 2007 e o ainda inédito no Brasil Vigneto Scaiso 2003, sem esquecer claro dos Amarone 2005, que apesar de jovens e intensos se mostraram bastante gastronômicos.
Armando, Vera e Luiza Martini com Vittorio (Tre Monte)


O terceiro dia também nos reservou uma aula de vinhos, desta vez ministrada por Vittorio, produtor da Tre Monte da Emiglia Romagna. Destaques para o Boldo e o Pretignone, ambos da safra 2010, que apesar de ainda jovens estão deliciosos. E também para o especial Thea 2009 que pode ser guardado por 10 a 15 anos.
Para terminar o dia, um pulo no Piemonte para visitar Marco da vinícloa La Ca Növa e nos deliciarmos com seus Barbarescos. Antes provamos os deliciosos Barbera d’Alba e Langhe Nebbiolo, ambos 2010 e estavam intensos e muito elegantes. Entre os barbarescos, destaque para os Bric Mentina 2008 e 2009, complexos e simplesmente deliciosos.
Armando, Vera e Luiza Martini com Marco (La Ca Növa)
O último dia começou com uma degustação de vinagres balsâmicos di Modena. Deliciamos-nos com estes verdadeiros néctares.
Armando Vera e Luiza Martini com Guido (Perticaia)
De lá partimos para o Perticaia, produtor da Úmbria com seus deliciosos Sagrantino. Entre os destaques, o branco Trebbiano Spoletino 2011, mineral, muito fresco e intenso que pode evoluir por mais 5 ou 6 anos. O Perticaia Montefalco Rosso 2008 e o Riserva 2008 estavam incríveis. E é claro o 3 Bicchieri Sagrantino di Montefalco 2006 (mais uma vez comprovando a consistência do produtor já que o Sagrantino também foi 3 Bicchieri nas safras 2004 e 2005).
Uma parada no lendário Braida. Para finalizar, fomos muito bem recebidos por uma bodega espanhola produtora de Sherry que havíamos visitado na Andalucia no inicio do mês e aproveitamos para tomar a “saideira”.
Não citei todos os produtores visitados, mas a intenção é de nos preservarmos, pois ainda estamos estudando possíveis novidades para nossa linha de importação. Será um prazer divulgá-los assim que for possível.
Muito trabalho, muita pesquisa em muito pouco tempo. A Vinitaly foi densa e intensa como os grandes vinhos que degustamos nela!

Por: Luiza Martini

terça-feira, 8 de maio de 2012

Minha Experiência na Vinitaly - 2° dia


Armando e Luiza Martini com Marco Parusso
Apesar de chegarmos uma hora mais tarde que o previsto, já que o trânsito estava uma loucura (foi o dia de maior movimento), o segundo dia da Vinitaly não poderia começar de forma melhor. Nossa parada no Parusso nos rendeu ótimas degustações. Provamos os deliciosos vinhos do Langhe e os fantásticos Barolos 2008, intensos e digamos... mastigáveis! Daí, partimos para uma vertical do Barolo Bussia das safras 2001, 2004, 2006 e 2008. Uma verdadeira aula de vinhos ministrada pelo produtor Marco Parusso. A oportunidade de testemunhar o trabalho e a dedicação do produtor aumenta cada vez mais a nossa admiração pelos seus vinhos.
Como a manhã foi praticamente dedicada ao Parusso, um breve almoço e partimos para uma degustação no Consorzio del Vino Brunello di Montalcino. Uma hora para degustar e avaliar uma seleção de primeira. Nossa seleção incluiu cerca de 20 Brunellos 2007 e alguns Riserva 2006. Tivemos ótimas surpresas e grandes descobertas. Espero que possamos divulgá-las em breve. Quem sabe não teremos novidades por aí?
Fizemos uma parada no Mas de Soleilla, produtor do Languedoc, no sul da França, que também marcou presença na feira. Mas, como também fizemos uma visita à vinícola, merece um post a parte.
Para refrescar um pouco, aproveitamos nossa visita à Iris para tomar uma taça do seu Prosecco Gold DOC e claro também do seu delicado Rosato brut.
Armando Martini com Maximiliano e Marcelo Apollonio
Como não poderia deixar de ser, garantimos nossa presença no stand da Apollonio, vinícula da Puglia cujos vinhos de mesmo nome são importados com exclusividade pela Casa do Vinho. Seus vinhos, como sempre, surpreendentes, intensos e deliciosos, que tem lugar garantido em nossas prateleiras. Nada como encerrar um longo dia de trabalho com uma taça do néctar da vinícola, o Vigna Vitrilli Grande 1997, uma raridade que temos o privilégio de ter em nossas lojas.

 Por: Luiza Martini

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Minha Experiência na Vinitaly 2012


Desculpem demorar tanto para publicar minhas notas da Vinitaly, mas tentar colocar oito horas de trabalho em algumas linhas dá trabalho, quatro dias intensos então, nem se fala. Por isso resolvi dividir minha experiência na Vinitaly em capítulos, um para cada dia. Espero que dê para passar ao menos uma noção do que é esta feira espetacular. 

O primeiro dia começou cedo. Nossa primeira visita foi ao stand da Mocali, produtor de Brunellos maravilhosos e reconhecidos internacionalmente, com pontuações expressivas na Wine Spectator (91 a 96 pts).  Além dos Brunellos e Rossos, a Mocali também produz deliciosos vinhos na região da Maremma. Fora os Brunellos, cujas safras experimentadas foram 2007 e 2006 (para os reserva), os vinhos degustados foram todos da safra 2010, que se mostram bastante concentrados, ainda jovens, mas muito equilibrados. Destaque para o Rosso Toscano I Piaggioni, que mais uma vez nos encantou com sua estrutura, cereja negra e acidez equilibrada. Sempre uma excelente relação entre o preço e o prazer que tem para oferecer. Entre os Brunellos o destaque especial fica com o Riserva 2006 que estava simplesmente sensacional, intenso, elegante, muito equilibrado e com seus taninos vivos, porém muito bem integrados. Um clássico!


Armando e Luiza Martini com Angela Velenosi
Nossa segunda parada foi na Velenosi, produtora que esteve presente nos eventos que o Gambero Rosso realizou em São Paulo e no Rio no final deste abril. Provamos uma boa seleção de seus vinhos e como sempre o Brecciarolo é um clássico, estava muito bom, a safra 2009 exibia um frutado exuberante, estava fresco e muito elegante. Dos brancos, destaque especial para o Rêve 2010. Na linha top, o 3 Bicchieri Roggio Del Filare 2008, frutado e intenso e para o moderno Ludi 2008, encorpado e bem macio na boca. Uma novidade muito interessante foi o vinho de sobremesa Visciole 2011 Selection, um blend de vinho Lacrima di Morro com licor de cereja, elegante, macio e fácil de beber. Ainda melhor quando acompanhado por um chocolate com cereja.


Parada também no produtor da Calábria Zito. Seus vinhos, além de muito interessantes e exuberantes, são cheios de hist


ória, como o Ciro Krimisa que nas Olimpidas de Atenas em 2004 foi oferecido aos ganhadores da medalha de ouro para resgatar uma tradição de mais de 2.000 anos.
Armando Martini com Stefania (Ronchi San Giuseppe)
Fomos conferir também os refrescantes vinhos do Friuli através do produtor Ronchi San Giuseppe e nos deliciar com o frescor do Pinot Griggio 2011, a acidez
refrescante do Sauvignon 2011 e a exuberância do pouco conhecido Schioppettino 2010.


De volta ao Marche, parada no Fausti para apreciar a intensidade do seu Syrah Per Domencio 2007 e a complexidade do Vespro 2008.
Última parada do dia, o La Rasina, produtor da Toscana. Como sempre, seu Rosso Toscano estava muito fácil de beber e muito agradável. O destaque ficou com o Rosso di Montalcino 2010, elegante, intenso e com ótima acidez.

Por: Luiza Martini