Loja virtual

Leia também

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Dicas de Viagem – Rota do Vinho do Porto


No Douro, o vinho se funde com a paisagem, a história, a cultura e claro com as atividades econômicas. Cada centímetro das encostas de Xisto é aproveitado, sendo necessário um duro trabalho manual. A tradição de pisa de pé em lagares ainda vigora na região.
Foram os romanos os primeiros a perceber a qualidade dos vinhos da região, mas foi somente no sec. XVIII que a forma dos vinhos do Porto atravessou fronteiras.  Para evitar fraudes, o Marquês de Pombal criou em 1756 a primeira região demarcada do mundo.
Como o Douro é navegável, a rota de viagem pode ser feita de barco, mas se preferir pode ser feita de carro ou mesmo de trem. De barco são aproximadamente 7 horas de Porto até Régua. Seja qual for sua opção de transporte, o passeio é lindo!
Quinta do Tedo
A zona do Baixo Corgo tem como característica o predomínio do verde na paisagem. Os principais centros urbanos são Mesão Frio, rodeada de vinhas e com a igreja matriz que merece visita; Peso da Régua, na foz do rio Corgo, onde está situada a Casa do Douro, tradicional organização dos produtores. No seu cais embarcavam-se as pipas de vinho para serem levadas ao Porto (Vila Nova de Gaia). Mais ao norte está Vila Real. Para completar o percurso, sugerimos um desvio até as terras de Cima Corgo, passando por Sabrosa, cidade natal do navegador Fernão de Magalhães e depois descer até o Douro  onde situam-se algumas das mais famosas quintas de vinhos do Porto. Uma excelente opção de parada é o Hotel Vintage House, que além da vista maravilhosa, conta com seu premiado restaurante Rabelo onde modernidade e tradição se econtram nos segredos culinários, regados com vinhos da região, principalmente os do Porto. Segue-se então para o extraordinário mirante de São Leonardo da Galafura e retorno à Régua.
A Casa do Vinho Famiglia Martini importa com exclusividade os fantásticos vinhos da Quinta do Tedo que está localizada em Vila Seca, na confluência do rio Douro com o rio Tedo, bem pertinho! A Quinta conta com visita aos vinhedos, às caves e degustação de vinhos, mas é necessário agendar. Para quem quer aproveitar um pouco mais a belíssima região, a Quinta também tem opções de hospedagem. Para mais informações: www.quintadotedo.com


Quinta do Tedo Don Tedo Special Select Ruby Porto Região Douro/Portugal. Principais uvas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca. Vinificação no tradicional "lagar" com pisa a pé. 3 anos em tanques de carvalho francês de 5.000 litros. Top de classe. Vinho não filtrado. Isto o torna mais rico em aromas, sabor e também na cor. Profundo rubi, bons frutos vermelhos, amora preta e casca de laranja no nariz. Na boca, frutado generoso com ligeiros traços de chocolate e condimentos. Boa acidez e final frutado. Selections Mondiale de Vins Canada: Medalha de Ouro. Servir: como aperitivo a qualquer hora do dia, ou acompanhando frutas secas, queijos e h’ors-d’ouevres, uvas, figos, frutas vermelhas, tortas de frutas do bosque e sobremesas de chocolate.

 


Fonte: Duarte Calvão, Rotas do Vinho – Portugal

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Deliciosa Receita Para o Almoço de Domingo


Domingo é o dia que muitas pessoas aproveitam para fazer um almoço gostoso, reunindo a familia e os amigos. Escolha um dia ensolarado, inspire-se e ponha a mão na massa! Conseguimos uma receita deliciosa de galeto com jeitinho mineiro. Para completar o banquete, nossa sugestão é acompanhar este saboroso prato com o delicioso Ciafré da vinícola Illuminati da região de Abruzzo/Itália. Uvas: 60% Trebbiano 15% Passerina, 10% Riesling, 10% Garnega e 5% Malvasia. Cor: amarelo palha com reflexos esverdeados. Na boca, seco, fresco, muito agradável e persistente.

Galeto com pesto mineiro e angu de moinho
Prato da Boa Lembrança 2012 do diVino Restaurante
Criação: chef Fábio Pontes

Ingredientes para o galeto
2 colheres de sopa de manteiga
Sal e pimenta do reino a gosto
2 galetos desossado
1 colher de sopa de ervas picadas (alecrim, tomilho,louro)

Ingredientes para o pesto mineiro
Sal e pimenta a gosto
2 folhas de couve
100 ml de azeite puro
1 dente de alho picado
30 g de pinhão
2 colheres de sopa de queijo minas curado

Ingredientes para o angu
1 colher de manteiga
4 colheres de fubá para angu
Caldo de legumes
Pedaços de queijo canastra.

Modo de preparo
Tempere os galetos com sal, pimenta e ervas (alecrim, louro, tomilho). Em uma frigideira quente coloque uma colher de manteiga e um fio de azeite e grelhe o galeto de todos os lados e leve ao forno por aproximadamente 20 minutos. Bata todos os ingredientes do pesto no liquidificador e coloque junto com os galetos e sirva junto com o angu de moinho d´água.

Angu - Em uma frigideira, coloque uma colher de manteiga e o fubá para angu. Deixe em fogo baixo. Coloque o caldo com uma concha até cobrir por inteiro o fubá. Deixe ferver um pouco, adicione os pedaços de queijo canastra, deixe derreter até ficar homogêneo. 



Se você ficou com água na boca, mas não é de encarar a cozinha no fim de semana, dá um pulinho lá no Divino, no Vale do Sol, em Nova Lima (MG). Não vale é não provar!!



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Chablis, Um Chardonnay Único


Na região de Chablis na Borgonha, a Chardonnay se apresenta de maneira única e produz os mundialmente famosos vinhos brancos de caráter mineral, fresco e revigorante, com sabores que lembram maçã, melão, pêssego e limão.
Região de solo calcário, onde o clima frio é limítrofe para o crescimento das uvas, Chablis é a fronteira norte da Borgonha. Sendo assim, as denominações de seus vinhos são as mesmas que regem a Borgonha: Villages, Premier Cru e Grand Cru.
Um grande diferencial de Chablis é que seus vinhos ganham profundidade e complexidade com o tempo.  Os vinhos top da região precisam de 5 a 10 anos para mostrar todo seu esplendor. Uma ótima dica para quem quer incrementar a adega com vinhos brancos de guarda!
Os Chablis ficam maravilhosos quando acompanham peixes, inclusive os mais delicados como linguado e trutas. Também delicioso com queijo de cabra e imprescindível se a pedida for ostra.

Lamblin Chablis Premier Cru Fourchaumes 2009 Região Borgonha/Chablis/França. Uva: Chardonnay. Cor: amarelo palha com reflexos dourados. Aromas intensos de boa finesse e complexidade, lembrando maçã, pêssego, mel, flores brancas, minerais. Bom corpo, acidez bem equilibrada, longo. Elegância e estilo com caráter mineral.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Uvas Exóticas... Será Que Você Conhece?

Rotular um tipo de uva como exótica é difícil, pois ela pode ser de conhecimento de algumas pessoas ou até ter passado pela prova de alguma confraria. Descobrir vinhos de uvas exóticas vai além de procurar pelo diferente, pois a busca também visa a qualidade. Algumas vezes nos deparamos com vinhos exóticos demais que acabam gerando certa estranheza outras, gratas surpresas. Com a intenção de abrir os horizontes, a Casa do Vinho Famiglia Martini aproveitou seu talento em "garimpar" vinhos e descobrir novidades e acrescentou a seu catálogo vinhos diferenciados de uvas pouco conhecidas pela maioria dos brasileiros. Algumas felizmente já não são tão raras de se encontrar no mercado brasileiro, caso da Primitivo e da Negroamaro, mas outras... será que você conhece?
 

Tintas:
Aglianico (sugestão: D’Angelo)
Gaglioppo (sugestão: Zito)
Lacrima di Morro d’Alba (sugestão: Velenosi)
Refosco dal Pedunculo Rosso (sugestão: Ronchi San Giuseppe)
Schioppettino (sugestão: Ronchi San Giuseppe)
Sagrantino (sugestão: Perticaia)
Já que falamos na Primitivo e na Negroamaro, mesmo que você já conheça, não poderíamos deixar de sugerir nosso sensacional Apollonio


 
Brancas:
Cortese (sugestão: Ca’ Bianca)
Friulano (sugestão: Ronchi San Giuseppe)
Grechetto (sugestão: Perticaia)
Greco Bianco (sugestão: Zito)
Pecorino (sugestão: Velenosi e Illuminati)
Ribolla Gialla (sugestão: Ronchi San Giuseppe)
Trebbiano Spoletino (sugestão: Perticaia)


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Vinho de Sobremesa - Sauternes, o Ouro Liquido


Normalmente os vinhos doces são a surpresa da noite, o grande encerramento de um jantar. Eles podem ir além de um acompanhamento, podem ser a própria sobremesa!

A doçura dominante destes vinhos provém parcialmente do açúcar residual (não fermentado). Outra substância doce contida nos vinhos de sobremesa é o próprio álcool. O doce e o álcool em maiores proporções adormecem as papilas gustativas. Por isso, é muito importante que um vinho doce tenha também uma boa acidez, principalmente se estiver pensando em usá-lo em harmonizações. O grande segredo de um bom vinho de sobremesa é manter o equilíbrio entre acidez e doçura. 

Sauternes fica ao sul da cidade de Bordeaux e se especializou na produção de vinhos doces, principalmente por sua condição climática, ideal para o desenvolvimento da Botrytis cinérea (também conhecida como podridão nobre). O terroir também é ideal para o plantio da Semillon, pois permite que esta alcance a maturação necessária para o aparecimento da Botrytis, um fungo de esporos que fura a casca das uvas levando à evaporação da água e consequentemente à concentração de açúcares, ácidos e extratos. Outra consequencia é o rendimento que acaba sendo muito baixo e a coloração dourada característica. Por isso ao degusta-lo lembre-se, você está bebendo ouro líquido!

Harmonização: a doçura do vinho doce deve ser complementada pelo prato. O sal contrasta muito bem com o açúcar e o resultado pode ser a deliciosa combinação com queijos fortes e salgados como os queijos azuis (Dica: experimente colocar um fio de mel, se possível trufado, sobre o queijo, fica uma delícia!). Outra combinação clássica é a de Sauternes e foie gras.

Clos DadyA vinícola recebeu 2 medalhas de ouro, 1 de prata e 2 estrelas no Guide Hachette 2003 e 1 estrela no Guide Hachette 2004. Notre Temps: “Ouro na garrafa”. Seus vinhos são servidos no Geroges V de Paris.
Clos Dady Sauternes 2004 (750ml) 2005 (375ml)
Região Sauternes/França.Uvas 90%Semillon, 10%Sauvignon e pequena porção de Muscadelle. Maturação: de 18 a 36 meses, barril de carvalho. Produção: 2 taças de vinho por pé. Nariz potente, aromas de frutas exóticas, cera e mel. Na boca, excelente botrytis. Rico e opulento, complexo e elegante. Acidez lhe dá frescor especial. Excelente equilíbrio no final. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Nova Mania nos Estados Unidos – Moscato


Moscato é hoje o 3° vinho branco mais vendido nos Estados Unidos, mais popular que Riesling ou Sauvignon Blanc.
O estilo do vinho, produzido a partir da uva Muscat (Moscato na Itália), que encantou os americanos é nativo do norte da Itália, mais precisamente da área de Asti no Piemonte. É um vinho ligeiramente espumante, frutado, com baixo teor alcoólico (5 a 7%) e com um pouco de açúcar residual. O público consumidor é jovem, a maioria dos consumidores está abaixo dos 45 anos.
A explosão do consumo aconteceu a partir do momento que o vinho se desvinculou da imagem de vinho de sobremesa e abriu novos horizontes para seu consumo. O Moscato d’Asti é um vinho leve que pode ser tomado durante o dia, acompanhado ou não de um bom prato.
Eu, particularmente, sempre achei Moscato muito interessante e divertido, porém muito mal explorado. É delicioso geladinho, a qualquer hora, até mesmo na beira da piscina. Mas, a melhor pedida, na minha opinião, é complementando uma belíssima mesa de café da manhã de domingo, que a partir daí, se tornará especial. Imagine só um brunch com bolo, pães, frutas e para completar um baldinho cheio de gelo e uma garrafa de Moscato... irresistível!!

Cá Bianca Moscato d’Asti 
Região Piemonte/Itália. Ligeira espuma e coloração dourado pálido. Bouquet delicado e intenso com toques de pêssego e notas de frutas cítricas. Sabor doce avivado por nota cítrica atraente, retrogosto agradável de fruta. 


Por: Luiza Martini
Fonte: Wine Spectator  31 maio