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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Para escolher seu vinho preferido - parte I

Compreendendo características como Acidez; Tanino; Doçura; Corpo; Fruta, você terá uma melhor chance de conseguir o que você gosta. Recentemente o foco tem sido na análise e avaliação de vinhos. Mas a melhor maneira de aprender sobre seu gosto é classificar os vinhos por seus traços fundamentais para escolher os de sua preferência. 

Acidez 

A acidez é freqüentemente confundida com o gosto de álcool mais acentuado. É comum vinhos provenientes de regiões ou safras mais frias terem maior acidez. Geralmente são muito gastronômicos e pedem pratos também com boa acidez. A acidez é fundamental para que o vinho não fique sem graça. É ela que dá vida ao vinho tinto e podemos dizer que é espinha dorsal dos vinhos brancos. Mas, se você preferir um vinho mais rico e macio, procure vinhos com um pouco menos de acidez.

Características de acidez acentuada:

    Sensação de formigamento concentrada na parte dianteira e nos lados de sua língua.
    Ao esfregar a língua no céu da boca a sensação é um pouco áspera.
    Sua boca fica molhada, como quando morde uma maçã. A acidez provoca salivação.

Vinhos brancos jovens e mais minerais têm a acidez mais viva e refrescante. Entre os vinhos tintos, algumas uvas são mais conhecidas por proporcionarem maior acidez aos vinhos como a Barbera e a Sangiovese.

Cá Bianca Barbera d’Asti Anté – Região: Piemonte/Itália. Uvas: 100% Barbera. Cor rubi profundo e brilhante. Aroma rico com toques de framboesa, cravo e baunilha. Vinho de acidez viva e refrescante. Carvalho levemente perfumado e algumas notas apimentadas. Clássico, fresco e equilibrado com estrutura e adorável carvalho. Harmoniza bem com antepastos italianos, massas de molho vermelho, tomates, presunto de Parma.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Harmonização - parte 1


Hoje vamos começar a falar sobre harmonização entre vinho e comida. Este é um assunto que dá muito pano para manga. Existem combinações clássicas, como caviar com champagne, mas, fora estas, a harmonização pode se tornar um divertido jogo de entendimento e conhecimento, tanto dos pratos quanto dos vinhos.

Existem três fatores principais que devem ser levados em conta para o sucesso na harmonização:
- Peso da comida X Corpo do vinho
- Sensações da comida X Sensações do vinho
- E a melhoria simultânea do gosto da comida e do vinho

Como o assunto é extenso, neste post vamos tratar do primeiro item, que é o equilíbrio das estruturas. O corpo do vinho tem que estar equilibrado com o peso do prato e vice-versa, ou seja, um não pode sobrepor ao outro.

De forma simples, podemos dizer que uma comida leve pede um vinho leve e assim por diante. Vamos a um exemplo: um vinho encorpado ajusta-se com uma comida pesada, gordurosa, de digestão longa e mastigação repetida (carne de caça com shiraz australiano e cordeiro com bordeaux).

E como em toda regra há exceção, essa não poderia ser diferente. Em algumas situações particulares, o desequilíbrio pode oferecer a harmonização. A exuberância de um prato pode ser atenuada pela discrição de um vinho leve. Este contraste permite que o equilíbrio geral se mantenha.